ESTUDO DA VIABILIDADE DO USO DE ASSISTENTES DE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL PARA OBTENÇÃO DE DADOS PÚBLICOS
Autor(es): Eduardo de Mattos Borba , Helena Graziottin Ribeiro,
Orientador: Daniel Luis Notari
Quantidade de visulizações: 118
Inspirado no artigo “Criação de um Banco de Dados para Cidades”, desenvolvido no contexto do City Living Lab da Universidade de Caxias do Sul para a criação da plataforma do Observatório de Cidades, o presente estudo investiga alternativas para reduzir o esforço técnico necessário à obtenção de dados públicos confiáveis destinados à alimentação de bancos de dados. Embora o uso de técnicas de Extração, Transformação e Carga (ETL) tenha demonstrado eficiência na consolidação de grandes volumes de dados, a obtenção manual dessas informações ainda representa um processo complexo, demorado e pouco acessível para usuários sem formação em Tecnologia da Informação. Nesse contexto, a pesquisa busca responder como assistentes de inteligência artificial podem auxiliar na automação da coleta de dados provenientes de fontes oficiais, permitindo consultas em linguagem natural. O objetivo do estudo consiste em investigar a viabilidade do uso de assistentes de inteligência artificial para automatizar a busca e obtenção de dados em canais oficiais do governo, reduzindo o esforço manual necessário e ampliando a acessibilidade para usuários leigos. A metodologia adotada caracteriza-se como uma pesquisa aplicada e exploratória, conduzida por meio do estudo de conceitos relacionados à assistentes inteligentes, seguido da utilização de diferentes ferramentas de inteligência artificial e engenharia de prompts, com triagem das abordagens consideradas relevantes para o problema investigado. A partir desse processo, foi desenvolvido um protótipo de assistente estruturado utilizando tecnologias de programação e modelos de linguagem executados localmente, realizando testes com consultas em linguagem natural direcionadas a fontes governamentais oficiais. Os resultados parciais demonstram que o sistema já é capaz de acessar interfaces de programação de aplicações (APIs), interpretar consultas textuais e recuperar informações provenientes de fontes oficiais do governo. Contudo, ainda existem limitações relacionadas à forma de retorno dos dados, uma vez que o assistente tende a apresentar informações estruturais sobre os conjuntos de dados acessados em vez do conteúdo consolidado no formato esperado. Por fim, nota-se que o uso de assistentes de inteligência artificial é tecnicamente viável, inclusive com versões open source com execução local, apresentando potencial para o acesso a dados públicos e reduzir significativamente o esforço manual empregado nesse processo.
Palavras-chave: inteligência artificial; dados públicos; linguagem natural