Ciência Itinerante: Os caminhos do Bit Bus na Serra Gaúcha
Autor(es): Mirelle Antunes Maciel , Laura Bugança Perozzo,
Orientador: Scheila de Avila e Silva
Quantidade de visulizações: 5
Uma educação de qualidade impõe-se como uma das demandas para a formação de indivíduos que atuem como agentes transformadores da sociedade. Dentre as estratégias que podem contribuir para a qualidade da educação, encontram-se os espaços não-formais, os quais são caracterizados como um espaço fora do ambiente escolar ou familiar destinado ao ensino, como: museus, centros de ciências, praças, entre outros. O ensino em ambientes não-formais se apresenta como uma abordagem complementar aos ambientes institucionais e formais de ensino. Nesse contexto, o objetivo do presente trabalho foi promover uma visão contextualizada da história da informática em um ambiente de educação não-formal e itinerante. Aqui, apresentam-se os resultados obtidos em dez meses de itinerância do museu Bit Bus nas cidades da Serra Gaúcha. O Bit Bus possui uma estrutura de exposição permanente e voltada à divulgação científica e tecnológica por meio de ações educativas, no interior e no entorno de um veículo automotor do tipo ônibus. A missão do Bit Bus é disponibilizar um espaço educacional comunitário e democrático, de forma a promover a formação e capacitação de pessoas, por meio da construção do conhecimento, com ênfase na área da ciência e tecnologia. Em relação aos resultados, destacam-se os quantitativos e qualitativos. No período de setembro de 2025 a julho de 2026, o Bit Bus percorreu 750 quilômetros em 5 municípios do Rio Grande do Sul e recebeu, ao todo, 45 mil visitantes. No período, o Bit Bus visitou 15 escolas públicas, 1 escola privada e 7 eventos públicos. Os resultados qualitativos abordam a transformação das atitudes e do conhecimento dos participantes. Aqui, destaca-se algumas atitudes dos visitantes, como perguntas sobre a história das TICs (tecnologias da informação e comunicação), sentimentos de curiosidade e de conexão com o passado tecnológico. Verificou-se também uma interação geracional entre pais e filhos, compartilhando experiências e comparações sobre a tecnologia que cada um utilizou. Adicionalmente, integram os resultados qualitativos a democratização do acesso à memória histórico-cultural da tecnologia da informação, crucial em um mundo cada vez mais digital. Apesar da ubiquidade da tecnologia, em muitas cidades e regiões, a educação sobre ciência e tecnologia (e suas origens) é puramente teórica e não há acesso a espaços de memória e cultura (museus) que tratem do tema. Por fim, um resgate histórico como o proposto aumenta a visibilidade das profissões nas áreas culturais e nas exatas, servindo de inspiração para ações empreendedoras.
Palavras-chave: Educação não-formal, Divulgação científica e tecnológica, Museu itinerante