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Efetividade da tutela jurisdicional diante da irrestritabilidade do agravo de instrumento nas execuções de responsabilidade civil ambientais

Efetividade jurisdicional ambiental frente às formas recursais Clique na imagem para dar zoom

Efetividade da tutela jurisdicional diante da irrestritabilidade do agravo de instrumento nas execuções de responsabilidade civil ambientais

Autor(es): Bernardo Pierozan Rizzatto
Orientador: Cleide Calgaro
Quantidade de visulizações: 87

A presente pesquisa investiga a crise de efetividade na fase de satisfação do direito à reparação ecológica no ordenamento jurídico brasileiro, sob a perspectiva do Princípio da Efetividade da Tutela Jurisdicional. O problema central reside no tensionamento entre o direito ao contraditório e a celeridade processual, especificamente no que tange à ampla recorribilidade das decisões interlocutórias via Agravo de Instrumento (Art. 1.015, parágrafo único, CPC/2015) no âmbito da execução civil ambiental (cumprimento de sentença em Ações Civis Públicas e execução de Termos de Ajustamento de Conduta). O objetivo geral é analisar como o sistema recursal atual posterga o cumprimento de obrigações de fazer e pagar de natureza ambiental, perpetuando o dano ecológico em prejuízo da coletividade. Metodologicamente, o estudo utiliza a pesquisa bibliográfica e documental, com análise de dados estatísticos do Conselho Nacional de Justiça (Justiça em Números) sobre a morosidade na fase executiva, além do exame de jurisprudência pátria. Ademais, a fundamentação teórica ancora-se na perspectiva do direito processual civil ecológico, debatendo a urgente necessidade de flexibilização das formas processuais diante da gravidade e da irreversibilidade das crises climáticas contemporâneas. Os resultados demonstram que a excessiva demora na tramitação das execuções, impulsionada pelo manejo sucessivo de recursos com fins procrastinatórios, torna a reparação do meio ambiente frequentemente tardia ou irreversível. Como solução, o trabalho propõe uma Minuta de Projeto de Lei que visa racionalizar o fluxo recursal na execução. A referida proposição legislativa visa outorgar maior poder de cautela ao magistrado, limitando a concessão de efeitos suspensivos aos recursos e potencializando a aplicação de medidas coercitivas para a efetivação célere das decisões judiciais. Conclui-se que a justiça de resultados, especialmente na esfera socioambiental, exige um desenho processual que restrinja a recorribilidade imediata a situações de dano grave, priorizando a realização material do direito violado. 

Palavras-chave: Processo de Execução Civil Ambiental, Responsabilidade civil, Agravo de instrumento