Estratégias Antiestresse para Promoção da Saúde Mental e Resiliência: revisão com ênfase nas Experiências Adversas na Infância

Estratégias Antiestresse para Promoção da Saúde Mental e Resiliência

Estratégias Antiestresse para Promoção da Saúde Mental e Resiliência: revisão com ênfase nas Experiências Adversas na Infância

Autor(es): Juliana de Andrade Missio , Luciana Cristina Mancio Balico,
Orientador: Alice Maggi
Quantidade de visulizações: 13

As Experiências Adversas na Infância (ACEs – Adverse Childhood Experiences) e o estresse tóxico têm sido amplamente associados a prejuízos no desenvolvimento neurobiológico e ao aumento do risco de adoecimento físico e mental ao longo da vida. A ativação crônica do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal (HHA) resulta em alterações neuroendócrinas, inflamatórias e emocionais persistentes. Embora existam evidências robustas sobre esses impactos, ainda é necessário integrar e sistematizar intervenções baseadas em evidências que possam mitigar seus efeitos, especialmente diante de sua natureza multifatorial. O objetivo consistiu em revisar e discutir as principais estratégias baseadas em evidências para redução do estresse tóxico, com ênfase nas intervenções voltadas à saúde mental e à promoção da resiliência. Trata-se de uma revisão da literatura sobre ACEs, estresse tóxico e estratégias de regulação do estresse, a partir de evidências científicas nacionais e internacionais. O estudo foi conduzido entre julho e dezembro de 2025, com base em livros, protocolos e artigos científicos publicados desde 1998, ano em que os estudos sobre ACEs tiveram início. Foram analisadas intervenções conhecidas como estratégias antiestresse (Stress Busters), que incluem relacionamentos de apoio, sono de qualidade, alimentação saudável, atividade física, práticas de atenção plena, contato com a natureza e cuidados em saúde mental. Os estudos revisados indicam que as ACEs estão associadas a alterações neurobiológicas, inflamatórias e psicossociais que aumentam a vulnerabilidade a doenças físicas e transtornos mentais. As evidências apontam que estratégias antiestresse promovem benefícios significativos na regulação emocional, modulação do eixo HHA, redução da inflamação, fortalecimento da resiliência  e melhora da saúde física e mental. As estratégias antiestresse constituem recursos acessíveis e cientificamente fundamentados para a mitigação dos efeitos das ACEs e do estresse tóxico. A integração de práticas voltadas à saúde mental, ao apoio social e aos hábitos saudáveis favorecem a autorregulação emocional, a resiliência e a qualidade de vida, reforçando a importância de sua incorporação em contextos clínicos, educacionais e comunitários para a promoção da saúde ao longo do ciclo vital.

Palavras-chave: experiências adversas na infância, estresse tóxico, resiliência