Uma crítica ao feminicídio por meio da figura do duplo no conto "São Paulo é como um mundo todo", de Socorro Acioli
Autor(es): Brenda Padilha França
Orientador: Cristina Loff Knapp
Quantidade de visulizações: 333
Este trabalho está vinculado ao Grupo de Pesquisa Literatura e Gênero, da Universidade de Caxias do Sul e faz parte do projeto de pesquisa “A representação do medo na literatura insólita de autoria feminina latino-americana contemporânea”, coordenado pela professora Dra. Cristina Loff Knapp. Considerando que vivemos em uma sociedade patriarcal, marcada por violências e opressões às minorias, este estudo tem como objetivo analisar a impunidade do agressor e a violência de gênero no conto “São Paulo é como um mundo todo”, de Socorro Acioli, publicado no livro
O dia escuro, contos inquietantes de autoras brasileiras, de 2024. A análise será feita a partir da presença do duplo feminino na narrativa, articulando a teoria do insólito, a noção do duplo e as discussões de gênero. A metodologia utilizada é bibliográfica, com base nos estudos de Cláudia Cristina Ferreira, para compreender o insólito e a figura fantasmagórica do passado; Otto Rank, com sua teoria sobre o duplo; e Heleith Safiotti, que contribui com reflexões sobre gênero e violência. O conto trata de um caso de feminicídio e mostra como a figura do duplo retorna em busca de uma forma de justiça simbólica. Assim, espera-se compreender como o texto representa a impunidade do agressor e os impactos dessa violência sobre a vítima, funcionando como uma crítica social e literária.
Palavras-chave: Medo, Feminicídio, Socorro Acioli