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PROJETO SOCIAL BRINCANDO E APRENDENDO: OS DIREITOS, OS DESAFIOS E O BRINCAR NA HOSPITALIZAÇÃO PEDIÁTRICA

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PROJETO SOCIAL BRINCANDO E APRENDENDO: OS DIREITOS, OS DESAFIOS E O BRINCAR NA HOSPITALIZAÇÃO PEDIÁTRICA

Autor(es): Eduarda Silva Azevedo
Orientador: Simone Moreira dos Santos
Quantidade de visulizações: 64

O Projeto Social Brincando e Aprendendo, da Universidade Feevale, atua em um hospital da região metropolitana de Porto Alegre através de acadêmicos voluntários e bolsistas das áreas de Psicologia, Pedagogia e Medicina. O projeto desenvolve propostas e oficinas educativas e recreativas com crianças e adolescentes internados pelo Sistema Único de Saúde. Este trabalho tem como objetivo refletir sobre os desafios da garantia de direitos e da promoção do lúdico em uma geração de crianças hiperconectadas no contexto hospitalar. As atividades ocorrem em dois turnos semanais, e prioriza-se a utilização de materiais recicláveis, jogos, desenhos, histórias, bem como a realização de brincadeiras mediadas para estimular o desenvolvimento físico, psicológico, social e cognitivo dos pacientes. Nos turnos em que não há atendimento do projeto, o solário do hospital permanece aberto, porém sem mediação sistemática. Embora a legislação nacional estabeleça a obrigatoriedade de instalação de brinquedotecas em unidades de saúde com internação pediátrica, observa-se na prática que a existência do espaço físico, isoladamente, não assegura a efetividade do direito ao brincar. Na realidade de infâncias hiperconectadas, a ausência de mediadores, como brinquedistas ou pedagogos, compromete o potencial desses locais, tornando-os subutilizados. Para analisar esse cenário, o estudo utiliza uma abordagem qualitativa e quantitativa. Um questionário online, disponibilizado via código de resposta rápida a doze pais ou responsáveis durante duas semanas, obteve seis respostas, além de levantamento bibliográfico. Os resultados mostram que 83,3% dos responsáveis notam aumento do uso de telas durante a hospitalização; para 50% destes, o uso supera 10 horas diárias. Tal cenário reflete-se diretamente nas vivências cotidianas do projeto, pois o convite à atividade lúdica compete com o estímulo imediato dos dispositivos móveis. Observa-se constante resistência em abandonar as telas em favor de propostas interativas, gerando episódios de choro excessivo e irritabilidade. Sabe-se que o uso problemático de ferramentas digitais está associado a atrasos no desenvolvimento, evidenciando que o engajamento lúdico depende da mediação ativa para romper com o isolamento digital. Assim, a garantia do direito ao brincar na hospitalização exige um olhar atento às novas formas de viver. O papel dos acadêmicos mostra-se indispensável para transformar o espaço hospitalar em um ambiente de promoção de saúde real.

Palavras-chave: hospitalização, direitos, hiperconectividade