A EXTENSÃO COMO INSTRUMENTO DE TRANSFORMAÇÃO: DESAFIOS E POSSIBILIDADES DA CURRICULARIZAÇÃO DA EXTENSÃO
Autor(es): Kauana Melo , Andréa Wahlbrink,
Orientador: Nilda Stecanela
Quantidade de visulizações: 214
Esse trabalho insere-se no estudo “A extensão como instrumento de transformação: implicações da curricularização da extensão”, ancorado no Projeto de Pesquisa “Experiências formativas entrelaçadas: do cotidiano da Educação Superior ao cotidiano da Educação Básica”, coordenado pela Profª Drªa Nilda Stecanela e fomentado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O objetivo do trabalho é analisar em que medida a curricularização auxilia no potencial transformador da extensão, a qual é caracterizada por Paulo Freire como comunicação e diálogo e não uma simples transferência de saberes, bem como questiona se esse instrumento permite que a Universidade cumpra o seu papel social. Para tal, busca compreender como as atividades extensionistas vinculadas à curricularização da extensão são concebidas, implementadas e vivenciadas no contexto de uma Universidade Comunitária, especialmente em cursos da Área das Humanidades. A metodologia adotada inclui: uma revisão bibliográfica do conceito de extensão; a análise documental dos Planos Curriculares de disciplinas que contemplam a curricularização de três cursos de graduação; e entrevistas com docentes de algumas dessas disciplinas. A análise dos dados das entrevistas foi sustentada pela Análise Textual Discursiva de Moraes e Galiazzi (2011), a partir da qual emergiram as seguintes categorias de análise que embasaram os resultados parciais do estudo: concepções de extensão; experiências docentes com curricularização; desafios da curricularização; relação com a comunidade; avaliação e sistematização; e transformação social e formação docente. À vista disso, os resultados preconizam que há um entendimento dos docentes acerca do potencial transformador da extensão, contudo persistem os desafios estruturais e pedagógicos da implementação da curricularização da extensão. Da mesma forma, compreende-se um distanciamento entre a noção de extensão concebida por Freire e a prática real das atividades de extensão, considerando que muitas ainda estão restritas aos muros da Universidade. Destarte, entende-se que a curricularização da extensão pode acentuar o potencial transformador da extensão, porém sua efetivação depende de condições institucionais e de diálogo real com a comunidade. O próximo passo é incluir as vozes dos discentes no estudo, a fim de ampliar a compreensão do vivido e percebido, nas disciplinas que contemplam a curricularização da extensão.
Palavras-chave: Curricularização da extensão, Extensão Universitária, Transformação Social