Cidades Educadoras e Hospitalidade: a Praça das Flores de Nova Petrópolis, RS como espelho da comunidade

Cidades Educadoras e Hospitalidade: a Praça das Flores de Nova Petrópolis, RS como espelho da comunidade

Autor(es): Gabriel Machado Oliveira , Bruna Perini Novaes, Ariane Ferreira Clavijo, coorientação: Francielle de Lima,
Orientador: Luciane Todeschini Ferreira
Quantidade de visulizações: 6

As praças, embora tenham passado por transformações, continuam sendo espaços representativos da vida cotidiana dos munícipes. Refletir sobre esse espaço é importante, já que ele carrega em si potencial para aprendizagens, para acolhimentos e até hostilidades. O presente estudo, vinculado ao projeto “Turismo essencialmente pedagógico, Cidades Educadoras e Hospitalidade: um percurso metodológico de formulação e implementação de políticas públicas de turismo com intencionalidade pedagógica (Fase 2)” apresenta como questão investigativa: que percepções   moradores e turistas manifestam sobre a praça central de uma Cidade Educadora?  Tem-se, como objetivo, compreender, a partir da identificação de sinalizadores discursivos, a percepção de turistas e moradores sobre a Praça da República (Praça das Flores), ponto turístico de Nova Petrópolis, RS, cidade educadora selecionada como objeto de estudo. Metodologicamente, a pesquisa é de natureza qualitativa e abordagem interpretativa. Durante os dias um e dois de outubro de 2025, realizou-se, na Praça das Flores, pesquisa de opinião junto aos frequentadores, buscando coletar impressões principalmente sobre motivações para ocupação do espaço. Destaca-se que tal investigação não feriu a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (Lei nº 13.709 de 14/10/2018). Vinte e sete entrevistas foram realizadas e as respostas foram analisadas a partir de técnicas de análise do discurso bakhtiniana, em que os enunciados são analisados a partir dos seus contextos de produção. Dos entrevistados, 16 são moradores da localidade estudada e 11 turistas. Dos motivos para a visitação, há diferença de percepção: para os moradores, é um lugar de contemplação da natureza e de conversa com os amigos. Já, para os turistas, a motivação maior é o atrativo que existe na praça, o Labirinto Verde. Porém, esse mesmo grupo destaca a limpeza e conservação do lugar como um outro fator para a permanência na praça, já que o lugar é comparado ao “jardim de sua casa”. Nas considerações, tendo como perspectiva que por ser uma Cidade Educadora, Nova Petropólis carrega consigo, como um dos princípios “o compromisso da cidade” cujas ações reverberam na identidade da cidade (em que a praça, como vimos, é o espelho), destaca-se o zelo que a gestão tem como o lugar, o que possibilita que a Praça possa ser percebida mais como um espaço de acolhimento e convívio: a preocupação e o zelo para com a praça reverberam como preocupação com o sujeito que nela habita.

Palavras-chave: Hospitalidade; Cidades Educadoras; Praça das Flores.