Avaliação da Cultura de Segurança do Paciente por meio do HSOPSC 2.0: Análise Comparativa de Referenciais Regionais, Nacionais e Internacionais

Análise Comparativa da Cultura de Segurança do Paciente por meio do HSOPSC 2.0

Avaliação da Cultura de Segurança do Paciente por meio do HSOPSC 2.0: Análise Comparativa de Referenciais Regionais, Nacionais e Internacionais

Autor(es): Kim Corso Andreazza
Orientador: João Ignacio Pires Lucas
Quantidade de visulizações: 9

A cultura de segurança do paciente é um componente essencial da qualidade assistencial, influenciando a prevenção de eventos adversos e a promoção de cuidados seguros. Sua avaliação permite identificar potencialidades e fragilidades institucionais, subsidiando ações de melhoria contínua. Este estudo teve como objetivo avaliar a cultura de segurança do paciente em uma instituição hospitalar da região Sul do Brasil e comparar os resultados obtidos com referenciais nacionais e internacionais. Partiu-se da hipótese de que as dimensões avaliadas apresentariam padrões semelhantes aos observados em outros contextos, reproduzindo áreas tradicionalmente mais fortes e mais frágeis, bem como da expectativa de que os resultados da Agency for Healthcare Research and Quality (AHRQ), responsável pelo desenvolvimento do instrumento nos Estados Unidos, fossem superiores aos encontrados no cenário brasileiro. Trata-se de um estudo quantitativo, descritivo e comparativo, desenvolvido no âmbito do projeto Cultura de Segurança do Paciente sob a Perspectiva dos Fatores Psicossociais (CULTSEG 2). Os dados foram coletados por meio do Hospital Survey on Patient Safety Culture versão 2.0 (HSOPSC 2.0) e analisados com auxílio dos softwares SPSS 26 e JASP. Os resultados foram comparados aos referenciais da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e da AHRQ. Observou-se que a instituição apresentou desempenho inferior aos referenciais em nove das dez dimensões avaliadas. As principais fragilidades identificadas foram Dimensionamento (39,7%), Passagem de Plantão (43,6%) e Abertura na Comunicação (44,4%), indicando desafios relacionados à organização do trabalho, à continuidade do cuidado e à comunicação entre profissionais. Em contrapartida, a dimensão Resposta ao Erro apresentou o maior percentual de respostas positivas (83,3%), superando os referenciais nacional e internacional. As dimensões Apoio do Supervisor (63,1%) e Notificação de Eventos (58,5%) também se destacaram entre os resultados mais favoráveis. Os achados demonstram que a instituição apresenta potencialidades relacionadas ao manejo dos erros identificados, mas ainda enfrenta desafios para consolidar uma cultura de segurança voltada à prevenção de incidentes. Conclui-se que a comparação com referenciais nacionais e internacionais permitiu identificar áreas prioritárias para intervenção, fornecendo subsídios para o fortalecimento da cultura de segurança do paciente e para a qualificação da assistência em saúde.

Palavras-chave: cultura de segurança do paciente, psicologia, HSOPSC 2.0