Perfil clínico, sociodemográfico e antropométrico de pacientes com câncer colorretal submetidos à ressecção tumoral

Perfil clínico de pacientes com câncer colorretal submetidos à ressecção tumoral

Perfil clínico, sociodemográfico e antropométrico de pacientes com câncer colorretal submetidos à ressecção tumoral

Autor(es): Fernando Monaretto Pozzobon , Amanda Louise Magioni Boettcher, Karine Bozzetto Somacal, Schana Kellin de Alexandre, Carolina Gabrielli, Eduardo Brambilla,
Orientador: Bruna Bellincanta Nicoletto Gehrke
Quantidade de visulizações: 5

Introdução: O câncer colorretal é atualmente o segundo câncer mais frequente na população, com mortalidade de 9,4%. Alterações do estado nutricional são frequentes nessa população, podendo influenciar o prognóstico e a resposta ao tratamento. Objetivo: Avaliar o perfil clínico, sociodemográfico e antropométrico de pacientes com diagnóstico de câncer colorretal submetidos a cirurgia de ressecção tumoral. Métodos: Estudo observacional longitudinal realizado com pacientes com câncer colorretal acompanhados no UNACON e submetidos à ressecção tumoral. Os dados foram coletados em prontuário da admissão ao pós-operatório. Foram coletados dados sociodemográficos (idade, sexo, etnia, estado civil, escolaridade), clínicos (comorbidades, localização, estadiamento e tipo histológico de câncer, tratamento oncológico e tempo de internação) e de estilo de vida (tabagismo, etilismo, sedentarismo). A avaliação antropométrica incluiu peso e altura para cálculo do índice de massa corporal (IMC). A circunferência da cintura (CC) foi classificada conforme pontos de corte da OMS, sendo considerados risco cardiovascular aumentado e muito aumentado valores >94 cm e >102 cm para homens, respectivamente, e >80 cm e >88 cm para mulheres. A circunferência da panturrilha (CP) foi utilizada como indicador de massa muscular, sendo considerada depleção muscular valores <34 cm para homens e <33 cm para mulheres. Resultados: A amostra incluiu 69 pacientes, com idade média de 62,86 ± 11,14 anos, sendo 56,5% do sexo masculino, 87% brancos e 47,8% com ensino fundamental incompleto. Entre as características clínicas, 21,7% apresentavam diabetes mellitus tipo 2, 55,1% hipertensão arterial sistêmica e 29% dislipidemia. O subtipo tumoral mais prevalente foi o adenocarcinoma moderadamente diferenciado (62,3%), e o tempo médio de internação foi de 10 (7-15,5) dias. Reto e sigmoide foram os locais mais acometidos, ambos com 30,4%. O IMC médio foi de 28,27 ± 5,82kg/m², com 30,4% de sobrepeso e 39,1% de obesidade. A CC indicou risco cardiovascular aumentado ou muito aumentado em 72,4% dos participantes. A depleção muscular, avaliada pela CP, foi identificada em 17,4% da amostra. Conclusão: Os pacientes avaliados apresentaram perfil clínico associado a comorbidades, especialmente hipertensão arterial sistêmica, obesidade e elevado risco cardiovascular. Evidencia-se, assim, a importância de uma abordagem clínica e nutricional individualizada no tratamento de pacientes submetidos à ressecção tumoral.

Palavras-chave: Câncer colorretal, Ressecção tumoral, Estado nutricional