ESTADO NUTRICIONAL E AUTOPERCEPÇÃO DE SAÚDE EM PARTICIPANTES DO PROGRAMA UCS SÊNIOR
Autor(es): Kauane Lucchese Machado , Arthur Elias Emmer Amaral, Josiane Siviero ,
Orientador: Karen Mello de Mattos Margutti
Quantidade de visulizações: 21
O envelhecimento está associado a alterações fisiológicas, funcionais e cognitivas que impactam na composição corporal, no estado nutricional e na autopercepção de saúde em pessoas idosas. O estudo objetivou avaliar o estado nutricional e a autopercepção da saúde dos participantes do Programa UCS Sênior. Trata-se de um estudo transversal vinculado à pesquisa SENIORFIT intitulada Associação dos níveis de atividade física, estado nutricional, força muscular, capacidade funcional e risco de quedas em idosos: um estudo com participantes de um programa de atividades multidisciplinares aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da Universidade de Caxias do Sul (UCS), parecer nº 74414823.1.0000. 5341. A coleta de dados ocorreu entre abril de 2024 e março de 2025 e a população de estudo foi composta por pessoas idosas (≥ 60 anos de idade). Foram avaliadas as variáveis: idade (anos), sexo (feminino / masculino), peso (kg), estatura (m), índice de massa corporal - IMC (kgm²), circunferência da cintura - CC (cm), risco cardiovascular e autopercepção de saúde por meio da questão: Em comparação com outras pessoas da sua idade, como considera o paciente a sua própria saúde? do instrumento Mini Avaliação Nutricional® (MNA®). O estado nutricional foi classificado pelo IMC em baixo peso (<22 kg/m²), eutrofia (22–27 kg/m²) e sobrepeso (>27 kg/m²). Pela CC foi avaliado o risco cardiovascular classificado como elevado (em mulheres: ≥ 80 cm e em homens: ≥ 94 cm) e muito elevado (em mulheres: ≥ 88 cm e em homens ≥ 102 cm). Os dados foram analisados no RStudio versão 2026.01.1. Utilizou-se o teste qui-quadrado de Pearson e o teste de Wilcoxon-Mann-Whitney, adotando-se p < 0,05. Participaram 85 pessoas idosas, com média de idade de 68,44 ± 5,69 anos, sendo 81,2% do sexo feminino. Apresentaram sobrepeso 53,6% das mulheres e 75,0% dos homens. A CC foi inadequada em 65,9% da amostra, sendo 47,1% classificados com risco cardiovascular muito elevado. Não houve associação entre estado nutricional e autopercepção da saúde (p = 0,247) ou risco cardiovascular (p = 0,303). Os únicos dois indivíduos que perceberam sua saúde como pior pertenciam aos grupos de sobrepeso e risco cardiovascular muito elevado. Conclui-se que a autopercepção de saúde não foi impactada pela presença de sobrepeso e risco cardiovascular, possivelmente devido à participação em programas que favorecem uma percepção positiva da saúde.
Palavras-chave: Autopercepção em saúde , Pessoa idosa, Estado Nutricional