Efeito do pré-tratamento térmico de dejeto suíno na produção de hidrogênio utilizando glicerol residual como substrato

Pré-tratamento de dejeto suíno na produção de hidrogênio com glicerol residual

Efeito do pré-tratamento térmico de dejeto suíno na produção de hidrogênio utilizando glicerol residual como substrato

Autor(es): Luíza Helena Bett , Luana Bertin Lora,
Orientador: Suelen Osmarina Paesi
Quantidade de visulizações: 21

A crescente utilização do biodiesel como alternativa energética renovável tem fomentado o desenvolvimento de estratégias sustentáveis voltadas ao tratamento e valorização dos resíduos gerados por essa indústria, com destaque para o glicerol residual. Outro resíduo gerado em grande escala e com elevado potencial poluente é o dejeto suíno, cuja alta carga orgânica demanda manejo adequado para mitigar impactos ambientais. Ambos os resíduos apresentam potencial para a produção biológica de hidrogênio (H2), um combustível de alto valor agregado e que gera apenas água na combustão. No entanto, em comunidades microbianas, como as presentes no dejeto suíno, as arqueias metanogênicas consomem o H2 produzido em seus processos metabólicos, reduzindo seu acúmulo no sistema. Dessa forma, a produção e recuperação de H2 requerem tratamentos térmicos mais empregados na literatura. Assim, este trabalho tem como objetivo avaliar a viabilidade do uso de dejeto suíno e glicerol residual na produção de H2, utilizando pré-tratamento térmico sobre o suíno. O pré-tratamento térmico foi realizado em banho termostático a 100°C por 15 minutos. A produção de hidrogênio foi avaliada em reatores de 200 mL, contendo 80% de dejeto suíno pré-tratado e 20% de glicerol residual, acoplados aos tubos eudiômetros contendo solução selante, enquanto a composição do gás foi monitorada por um analisador portátil.  O pH do meio foi ajustado para 6,0 e os reatores foram fluxionados com N2 por 10 minutos e mantidos a 37 °C. Os resultados obtidos mostraram uma produção de 364 mL de H2. O analisador demonstrou ausência de CH4 e H2 acima de 2238 ppm, indicando que o pré-tratamento inibiu as arqueias metanogênicas. Dessa forma, a utilização de dejeto suíno pré-tratado e glicerol residual mostrou-se uma estratégia promissora para a produção biológica de H2, aliando a valorização de resíduos à geração de energia renovável.  

Palavras-chave: Glicerol residual, Tratamento térmico, Hidrogênio