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Parâmetros ultrassonográficos do deslocamento do osso hioide na deglutição em indivíduos saudáveis e pacientes internados em UTI

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Parâmetros ultrassonográficos do deslocamento do osso hioide na deglutição em indivíduos saudáveis e pacientes internados em UTI

Autor(es): Letícia Aparecida Fonseca Branco , Cristina Carvalho de Castilhos,
Orientador: Guilherme Auler Brodt
Quantidade de visulizações: 274

A deglutição adequada exige coordenação entre o fechamento da via aérea e a passagem do alimento pelo trato digestório. Quando esse processo é ineficiente, há risco de aspiração laringotraqueal, frequente em pacientes de unidade intensiva (UTI). A ultrassonografia (USG) tem se destacado na avaliação da deglutição por ser acessível, sem radiação e de baixo custo, permitindo analisar parâmetros associados ao risco de aspiração. Entretanto, ainda não há valores de referência ou consenso estabelecido para o exame, justificando este estudo cujo objetivo foi analisar a deglutição por USG em indivíduos saudáveis e pacientes de UTI que fizeram uso ou não de ventilação mecânica por mais de 48 horas. Foi um estudo transversal realizado em duas etapas. Na primeira, 20 indivíduos saudáveis foram avaliados em duas coletas distintas para verificar a repetibilidade das medidas. Na segunda, foram avaliados 42 voluntários, divididos em: grupo controle (GC), pacientes de UTI sem ventilação mecânica (GSV) e pacientes de UTI com ventilação mecânica (GCV). Em ambas as etapas, os participantes tiveram sua deglutição avaliada nas consistências saliva, líquido (água) e iogurte, mensurando os movimentos do osso hioide e da cartilagem tireoide, e as variáveis foram: posição de repouso, máxima aproximação entre as estruturas e deslocamento absoluto (DA) em centímetros e deslocamento relativo (DR) em porcentagem. Todas as avaliações foram realizadas por um mesmo examinador. Nos resultados, as consistências, saliva e líquido apresentaram valores semelhantes de aproximação, e o iogurte a menor distância entre as estruturas (p=0,001). Para o DA, o iogurte teve maior mobilidade em relação à saliva, sem diferença entre saliva e líquido ou entre líquido e iogurte (p=0,004). Para o DR, o iogurte apresentou maior deslocamento (p=0,001). Na comparação entre grupos, o GCV diferiu significativamente do GC em todas as variáveis analisadas (p<0,05), enquanto o GSV apresentou valores intermediários aos demais grupos. As medidas ultrassonográficas mostraram-se repetíveis. O iogurte promoveu maior deslocamento das estruturas, e o GCV apresentou a menor mobilidade, sugerindo maior risco de aspiração pós-extubação. Diferenças discretas entre o GSV e os demais indicam a necessidade de maior investigação sobre a influência da UTI. Os achados reforçam a relevância da USG e sua aplicabilidade na triagem de risco de broncoaspiração à beira leito e definição de via alimentar.

Palavras-chave: Ultrassonografia , Deglutição , Osso hioide