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Construção participativa de propostas de Educação Permanente em Saúde a partir de diagnósticos situacionais: experiência do PET-Saúde Equidade

Propostas de Educação Permanente em Saúde: experiência PET-Saúde Equidade Clique na imagem para dar zoom

Construção participativa de propostas de Educação Permanente em Saúde a partir de diagnósticos situacionais: experiência do PET-Saúde Equidade

Autor(es): Jennyfer Rohr da Silva , Vitória Borges Gonçalves, Hyorrana Hamid Zarda Ribeiro Rodrigues, Marina Salvalaggio, Heloísa Theodoro, Eleia de Macedo, Suzete Marchetto Claus,
Orientador: Simone Bonatto
Quantidade de visulizações: 46

A Educação Permanente em Saúde (EPS) constitui uma estratégia fundamental para qualificar os processos de trabalho e fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS), ao promover a aprendizagem a partir dos problemas vivenciados no cotidiano dos serviços. No âmbito do PET-Saúde Equidade, a elaboração de propostas de intervenção foi orientada pelos princípios da participação, da interprofissionalidade e da equidade, buscando responder às necessidades identificadas pelas próprias trabalhadoras da saúde em diferentes cenários de atenção. O objetivo deste trabalho é relatar a experiência de construção participativa de propostas de Educação Permanente em Saúde, elaboradas a partir de diagnósticos situacionais realizados em serviços de saúde de Caxias do Sul (RS), no contexto do PET-Saúde Equidade, em parceria entre a Universidade de Caxias do Sul (UCS) e a rede municipal de saúde. A construção das propostas foi subsidiada por diagnósticos situacionais realizados com enfermeiras e técnicas de enfermagem do CECLIN/UCS, Hospital Geral e Unidades Básicas de Saúde (UBSs), por meio de questionários, entrevistas, visitas aos serviços e análise dos dados. Os resultados foram discutidos por estudantes, docentes, preceptores e gestores, possibilitando a elaboração conjunta de intervenções voltadas às necessidades identificadas. Os diagnósticos evidenciaram desafios comuns relacionados à sobrecarga de trabalho, adoecimento físico e mental, assédio moral, desigualdades de gênero e raça, limitações dos espaços de Educação Permanente e fragilidades na organização do processo de trabalho. A análise compartilhada dos resultados possibilitou a construção de propostas contextualizadas para cada serviço, contemplando a criação e o fortalecimento de Núcleos de Educação Permanente, oficinas temáticas, rodas de conversa, espaços de escuta, ações voltadas ao autocuidado, saúde mental, enfrentamento das violências, promoção da equidade e reorganização dos processos de trabalho. A construção coletiva das intervenções fortaleceu a integração ensino-serviço-comunidade, valorizou o protagonismo das trabalhadoras e favoreceu a articulação entre diagnóstico situacional, planejamento e implementação de ações sustentáveis. A construção participativa de propostas de EPS favoreceu intervenções alinhadas às necessidades dos serviços e fortaleceu a integração entre universidade, gestão e trabalhadores, contribuindo para a qualificação das práticas em saúde e a promoção da equidade.

Palavras-chave: Educação Permanente em Saúde, Diagnóstico Situacional, Trabalhadoras da Saúde