Avaliação da contaminação ambiental por formas parasitárias e fúngicas com potencial zoonótico em espaços públicos de Caxias do Sul, Rio Grande do Sul
Autor(es): Roberta Pradella Chies , Bruna Lins, Maria Eduarda Lucca Weber, Rafael Sartori Flores, Maitê Braido, Manuela Vidal de Souza, Letícia Dossin Regianini, Camila Tomazoni, Luciana Laitano Dias de Castro,
Orientador: André Felipe Streck
Quantidade de visulizações: 50
Os espaços públicos de lazer constituem ambientes amplamente frequentados pela população para atividades recreativas, esportivas e de convivência social. Nesse contexto, sob a abordagem da saúde única, a contaminação ambiental por microrganismos com potencial zoonótico tem sido amplamente investigada. Este estudo teve como objetivo identificar a contaminação por formas fúngicas e parasitárias em amostras de solo advindas de parques e praças. Nos meses de outubro e novembro de 2025, foram selecionados parques e praças no município de Caxias do Sul com base na maior circulação de pessoas e animais. Nesses locais, as amostras foram coletadas em pontos estratégicos, considerando a possibilidade de contato humano e animal com o solo. Foram realizadas coletas em 16 pontos na Universidade de Caxias do Sul, três no Parque dos Macaquinhos, três na Praça do Trem, três no Parque Cinquentenário, três no Jardim Botânico e três no Ecoparque, totalizando 31 amostras. Para identificação das formas parasitárias foi realizada a técnica de Faust modificada e a técnica de Caldwell & Caldwell. Já a identificação de contaminação fúngica por Sporothrix spp., Cryptococcus spp. e Histoplasma capsulatum foi realizada por meio da técnica de reação em cadeia da polimerase (PCR) convencional. Em relação à contaminação parasitária, em 48,39% (n=15) das amostras foram identificados ovos de parasitas das ordens Strongylida, Trichurida e Ascaridida e em 6,45% (n=2), oocistos da ordem Coccidia. Ao comparar as duas técnicas, observou-se que a técnica de Faust modificada apresentou maior sensibilidade, possibilitando a detecção de formas parasitárias em 54,84% (n=17) das amostras, com maior número de formas parasitárias por campo, em comparação a técnica de Caldwell & Caldwell, que identificou apenas 19,35% (n=6) das amostras como positivas. Em relação à presença de fungos, as amostras foram negativas para Sporothrix spp. através da técnica de PCR. Entretanto, a análise para presença de Cryptococcus spp. e Histoplasma capsulatum ainda necessita ser concluída. Os resultados evidenciam a importância da vigilância ambiental sob a perspectiva da Saúde Única, uma vez que as formas parasitárias identificadas apresentam potencial zoonótico e podem contribuir para a manutenção do ciclo de transmissão em áreas públicas.
Palavras-chave: Solo, Parasitas, Fungos