Tratamento fisioterapêutico do linfedema secundário ao câncer de mama: relato de caso
Autor(es): Nicole Coulon Grisa , Sofia Riva Bellé e Melissa Tognolli Dalpiccol ,
Orientador: Eleia de Macedo
Quantidade de visulizações: 47
O linfedema, relacionado ao câncer de mama, constitui uma das principais complicações decorrentes do tratamento oncológico, podendo ocasionar aumento do volume do membro acometido, dor, sensação de peso, limitações funcionais e prejuízos à qualidade de vida. Este estudo, teve como objetivo descrever os efeitos da fisioterapia no manejo do linfedema secundário ao tratamento do câncer de mama por meio de um relato de caso. Trata-se do acompanhamento de uma paciente de 50 anos, diagnosticada com carcinoma mamário invasor à direita em 2020, submetida à quimioterapia neoadjuvante, mastectomia bilateral com reconstrução mamária e esvaziamento axilar direito nível I. A paciente evoluiu com complicações pós-operatórias, incluindo ruptura vascular e deiscência de ferida cirúrgica com cicatrização por segunda intenção. Em 2025, apresentou recidiva da doença e desenvolvimento de linfedema em membro superior direito e região cervical, associado à dor, sensação de peso, aumento do volume do membro e limitações nas atividades de vida diária. Durante o acompanhamento encontrava-se em imunoterapia, hormonioterapia e terapia-alvo, mantendo seguimento oncológico contínuo. Os atendimentos foram realizados semanalmente no Ambulatório da Mama da Universidade de Caxias do Sul, projeto de extensão universitária vinculado ao Sistema Único de Saúde. A avaliação fisioterapêutica incluiu perimetria e aplicação de questionário para análise dos sintomas e do impacto funcional. O tratamento foi composto por drenagem linfática manual, enfaixamento multicamadas, kinesio taping, exercícios miolinfocinéticos ativos e resistidos, além de orientações de autocuidado. Após quatro sessões realizadas em um período de 30 dias, observou-se boa adesão ao tratamento e evolução clínica favorável, com redução perimétrica variando entre 2 e 4 cm em diferentes segmentos do membro superior direito, indicando diminuição global do edema. Também foram observadas melhora da dor, redução da sensação de peso e ganhos funcionais nas atividades de vida diária. Os achados sugerem que a fisioterapia oncológica contribui de forma relevante para o manejo do linfedema secundário ao câncer de mama, favorecendo a redução do edema, o alívio dos sintomas e a recuperação funcional, reforçando a importância da intervenção precoce e do acompanhamento fisioterapêutico especializado nessa população.
Palavras-chave: Linfedema, Câncer de mama, Fisioterapia oncológica