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Listeria monocytogenes provenientes de sashimi: resistência ao ácido peracético, hipoclorito de sódio e suas implicações para a segurança de alimentos.

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Listeria monocytogenes provenientes de sashimi: resistência ao ácido peracético, hipoclorito de sódio e suas implicações para a segurança de alimentos.

Autor(es): Isadora Spazzin Barato , Morgana Rui; Yurimar Bello; Ana Julia Vian; Maria Antônia Weirich Tusset; Rafaela Tallowitz Biacchi; Kétlin Milena Zardin; Maria Eduarda Lucca Weber e Camila de Oliveira Tomazoni. André Felipe Streck.,
Orientador: Gabriele Benatto Delgado
Quantidade de visulizações: 57

A contaminação de alimentos prontos para o consumo por patógenos resistentes a sanitizantes representa um desafio crescente para a segurança dos alimentos. Listeria monocytogenes é um microrganismo de relevância em saúde pública, capaz de causar listeriose, doença com elevada taxa de mortalidade, especialmente em grupos vulneráveis. Nesse contexto, o consumo de alimentos prontos para o consumo, os quais não precisam passar por tratamentos térmicos adicionais, como o sashimi, merece atenção, pois dependem da eficácia dos processos de higienização para garantir sua segurança microbiológica. O objetivo deste estudo foi caracterizar isolados de L. monocytogenes provenientes de amostras de sashimi obtidas em restaurantes de Pelotas (RS), avaliando sua capacidade de formação de biofilme e sua resistência a sanitizantes de uso comum na indústria de alimentos. Os isolados também foram submetidos à determinação da concentração inibitória mínima (CIM) frente ao ácido peracético e ao hipoclorito de sódio. A avaliação da capacidade de formação de biofilme foi realizada por meio de plaqueamento em superfície, com contagem individual de colônias viáveis. Os resultados indicaram que os isolados de L. monocytogenes apresentaram resistência ao ácido peracético e ao hipoclorito de sódio, com valores de CIM acima dos limites esperados para uso convencional desses sanitizantes. Adicionalmente, os isolados demonstraram capacidade de formação de biofilme, o que pode conferir proteção adicional frente aos agentes sanitizantes. Os achados evidenciam que isolados de L. monocytogenes provenientes de sashimi podem apresentar perfil de resistência a sanitizantes amplamente utilizados em estabelecimentos alimentícios, representando risco potencial à segurança dos alimentos. Esses resultados reforçam a necessidade de revisão dos protocolos de sanitização em ambientes que manipulam pescados crus, bem como a importância do monitoramento microbiológico contínuo como estratégia de controle de qualidade e proteção da saúde pública.  

Palavras-chave: Concentração inibitória mínima, Sanitizantes , Biofilme