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Avaliação farmacotécnica e patabilidade de suspensões orais de amoxicilina: impricações ao uso racionais de medicamentos em pediatria

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Avaliação farmacotécnica e patabilidade de suspensões orais de amoxicilina: impricações ao uso racionais de medicamentos em pediatria

Autor(es): Luana Mel Ladislau Medeiros , Janine Boniati, Marina Ferrari Nasser,
Orientador: Valeria Weiss Angeli
Quantidade de visulizações: 49

A escolha de excipientes para a preparação de formulações farmacêuticas pediátricas exerce um papel crítico e está diretamente relacionado à adesão ao tratamento, segurança e eficácia terapêutica. A amoxicilina é amplamente utilizada para o manejo de infecções pediátricas, porém a sua baixa palatabilidade compromete a eficácia do tratamento. O presente estudo tem como objetivo analisar comparativamente a composição e o papel funcional dos excipientes de três formulações de pó para suspensão oral de amoxicilina tri-hidratada comerciais (referência, similar e genérico) a fim de identificar excipientes que possam influenciar o seu uso racional. A metodologia baseou-se em uma análise descritiva e comparativa farmacotécnica realizada por meio do levantamento, organização e análise das informações e funções dos excipientes declarados nas bulas dos respectivos medicamentos. Os resultados apresentam diferenças estruturais significativas: as formulações do medicamento similar e genérico utilizam a sacarose como adoçante principal, conferindo um elevado potencial cariogênico e erosivo pelo risco de desmineralização dentária, além de utilizar um sistema suspensor simples (xantana+sílica). Em contrapartida, o medicamento de referência utiliza aspartamo como adoçante principal, configurando-o com um perfil menos cariogênico. Além disso, possui um sistema suspensor com múltiplos agentes suspensores e espessantes (goma xantana, carboximetilcelulose, crospovidona e sílica coloidal), indicativo de maior estabilidade físico-química e uniformidade da dose. Adicionalmente, o medicamento apresenta um sistema sensorial mais complexo, combinando adoçante de alta intensidade (aspartamo) e múltiplos aromas frutados, elementos nos quais são alinhados para alcançar maior aceitabilidade no público infantil. Em referência ao conservante utilizado, as três formulações utilizam benzoato de sódio. Apesar de ser um excipiente amplamente utilizado, ele possui contraindicação em neonatos devido ao risco de acidose metabólica e sobrecarga hepática. Conclui-se que as variações de excipientes utilizados em formulações farmacêuticas pediátricas impactam diretamente na palatabilidade e, consequentemente, na eficácia do tratamento. Os achados ressaltam que o uso racional de medicamentos vai além do princípio ativo, englobando a seleção minuciosa de seus excipientes frente às particularidades do paciente pediátrico, garantindo, assim, maior palatabilidade, segurança e sucesso no tratamento. 

Palavras-chave: Amoxicilina, Excipientes, Patabilidade