PREVALÊNCIA DE CPV-2 E CCOV EM CÃES NA SERRA GAÚCHA E DESEMPENHO DE MÉTODOS DIAGNÓSTICOS
Autor(es): Manuela Vidal De Souza , Julia da Silva Ramos Rafael Sartori Flores Nicole Amoedo Luvison Ketlin Milena Zardin Maira Gabriela Jorge Vagner Ricardo Lunge André Felipe Streck,
Orientador: André Felipe Streck
Quantidade de visulizações: 71
A parvovirose canina é uma importante enfermidade viral causada pelo parvovírus canino tipo 2 (CPV-2), que acomete principalmente cães jovens, não vacinados ou com protocolo vacinal incompleto. Os sinais clínicos mais frequentes incluem gastroenterite hemorrágica, vômitos, diarreia e desidratação, podendo evoluir para óbito devido à elevada mortalidade associada à infecção. De forma semelhante, a coronavirose canina, causada pelo coronavírus canino (CCoV), acomete principalmente filhotes e apresenta sinais clínicos compatíveis com gastroenterite, podendo dificultar o diagnóstico diferencial com a parvovirose. Como não há tratamento antiviral específico para ambas as enfermidades, a vacinação e o isolamento de animais infectados constituem as principais medidas de prevenção e controle. O presente estudo teve como objetivo avaliar a prevalência de CPV-2 e CCoV em cães atendidos em clínicas veterinárias de Caxias do Sul - RS, bem como comparar a sensibilidade dos métodos diagnósticos utilizados na detecção desses agentes. Foram analisadas 40 amostras de swab fecal de cães com sinais clínicos de gastroenterite. As amostras foram analisadas no Laboratório de Diagnóstico em Medicina Veterinária da Universidade de Caxias do Sul (LDMV-UCS) para detecção de ambos os vírus por meio do teste imunocromatográfico Alere™ Parvo-Corona Ag Test Kit (Alere/Abbott, EUA) e PCR em tempo real (qPCR). As amostras positivas para CPV-2 foram submetidas ao sequenciamento de Sanger para a determinação do subtipo. Das 40 amostras analisadas, 36 (90,0%) foram positivas para CPV-2 na qPCR, das quais 19 (52,8%) também foram positivas no teste rápido. Já para CCoV, 21 (52,5%) foram positivas na qPCR, das quais 4 (19,0%) também foram positivas no teste rápido. Todos os casos positivos para CCoV tratavam-se de coinfecções com CPV-2, reforçando a característica oportunista deste agente. Com relação ao subtipo de CPV, 100% das amostras se enquadram no subtipo CPV-2a, confirmando sua forte prevalência na região sul do país, assim como vista em outros estudos. Os resultados evidenciam a alta prevalência de CPV-2 nos cães avaliados e reforçam a importância da investigação simultânea de CPV-2 e CCoV para diagnósticos mais precisos. Embora a qPCR tenha apresentado maior sensibilidade, os testes imunocromatográficos mostraram-se úteis na triagem clínica. Considerando a ausência de tratamento antiviral específico, a vacinação permanece como a principal medida de proteção dos animais.
Palavras-chave: Parvovírus Canino , Coronavírus Canino, PCR