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PERFIL DOS PACIENTES ADULTOS QUE EVOLUEM PARA PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA NO INTRA-HOSPITALAR: REVISÃO DA LITERATURA.

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PERFIL DOS PACIENTES ADULTOS QUE EVOLUEM PARA PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA NO INTRA-HOSPITALAR: REVISÃO DA LITERATURA.

Autor(es): Joana Garbin dos Santos
Orientador: Regina Helena Medeiros
Quantidade de visulizações: 36

A parada cardiorrespiratória (PCR) é uma das principais emergências médicas, caracterizada pela interrupção súbita das funções cardíacas e respiratórias, exigindo resposta imediata e eficaz da equipe de saúde. Diante da relevância clínica e assistencial desse agravo, este estudo teve como objetivo avaliar o perfil dos pacientes adultos que evoluem para parada cardiorrespiratória intra-hospitalar (PCRIH) e descrever os sinais e sintomas, fatores predisponentes e cuidados na PCRIH. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) entre abril e setembro de 2025. Foram incluídos artigos publicados nos últimos cinco anos, com delineamentos observacionais, clínicos ou de prevalência. Dos 276 estudos inicialmente identificados, 13 atenderam aos critérios de inclusão e compuseram a amostra final. Os resultados foram agrupados em quatro categorias temáticas: perfil epidemiológico dos pacientes que evoluem para PCRIH, desfecho clínico, condições estruturais e operacionais para o atendimento, e conhecimento dos profissionais de enfermagem diante do evento. Constatou-se que a PCR ocorre predominantemente em adultos de meia-idade ou idosos, portadores de comorbidades cardiovasculares e respiratórias pré existentes. Entre as causas mais frequentes, destacaram-se o choque séptico e o choque cardiogênico, com prevalência de ritmos não chocáveis, como assistolia e atividade elétrica sem pulso, e taxas de mortalidade variando entre 83% e 94,3%. Observou-se que muitos pacientes apresentaram sinais prévios de instabilidade hemodinâmica antes do evento, como alterações na pressão arterial, saturação de oxigênio e nível de consciência, evidenciando a importância do reconhecimento precoce desses sinais. Identificou-se também déficit de conhecimento entre os profissionais de enfermagem sobre a identificação precoce da PCR e a execução correta das manobras de ressuscitação cardiopulmonar, o que reforça a necessidade de capacitação contínua, treinamento prático e educação permanente. Conclui-se que a PCR intra-hospitalar permanece um evento de elevada mortalidade, dependente da prontidão e integração da equipe multiprofissional. A capacitação contínua e o fortalecimento do papel do enfermeiro na liderança e condução das ações emergenciais são fundamentais para aprimorar a qualidade e a segurança da assistência.

Palavras-chave: Emergência, Mortalidade, Sinais e sintomas