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Educação permanente em saúde e interseccionalidade: Do mapeamento ao diagnóstico para a construção participativa de projetos de intervenção

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Educação permanente em saúde e interseccionalidade: Do mapeamento ao diagnóstico para a construção participativa de projetos de intervenção

Autor(es): Hyorrana Hamid Zarda Ribeiro Rodrigues , Marina Salvalaggio, Vitória Borges Gonçalves, Heloísa Theodora, Eleia de Macedo, Suzete Marchetto Claus,
Orientador: Simone Bonatto
Quantidade de visulizações: 45

​A educação permanente em saúde (EPS) aliada à interseccionalidade permite compreender como diferentes desigualdades se cruzam no cotidiano do trabalho, tornando-se essencial para construir ações de equidade que atendam às necessidades reais dos serviços de saúde, sobretudo no sistema único de saúde (SUS). O objetivo deste trabalho foi relatar o mapeamento de desigualdades entre as mulheres trabalhadoras da saúde de Caxias do Sul, associado ao diagnóstico da EPS nesses serviços, subsidiando a estruturação de planos de intervenção. A atividade foi realizada entre maio de 2024 e abril de 2026, por meio de parceria entre o PET-Saúde Equidade da Universidade de Caxias do Sul (UCS) com a Secretaria Municipal da Saúde (SMS), envolvendo estudantes, docentes, preceptores e gestores. As ações ocorreram no Hospital Geral (HG), no Centro Clínico (CECLIN) da UCS, bloco 15 e 70, nas Unidades Básicas de Saúde e na SMS, tendo como público-alvo enfermeiras, técnicas em enfermagem e agentes comunitários de saúde. Como estratégia de aproximação, os estudantes integraram oficinas de meditação guiada com chocolate e alongamentos, seguidas da aplicação de um formulário digital. Paralelamente, conduziram-se reuniões com os gestores locais para compreender a realidade da EPS em cada serviço. A partir disso, os integrantes do PET-Saúde UCS, realizaram uma análise coletiva, cruzando as demandas trazidas pelas trabalhadoras com as estratégias de EPS compartilhadas pelos gestores. Esse diagnóstico conjunto, revelou um cenário complexo sob a lente da interseccionalidade, evidenciando a necessidade de criar espaços para debater temas centrais como saúde mental, equidade de gênero e raça, o cuidado de quem cuida e o enfrentamento de violências no ambiente de trabalho. Somado a isso, as reuniões apontaram que, embora a SMS possua uma política estruturada de EPS, ela enfrenta problemas de logística e engajamento nas UBS. O CECLIN demonstrou fragilidades, como ausência de um núcleo de EPS, enquanto o HG, apesar de possuir núcleo próprio, direciona-se a capacitações de educação continuada. Diante dessas demandas, os acadêmicos do PET-Saúde estruturaram planos de intervenção em EPS individualizados para as necessidades de cada serviço. A atividade gerou impacto direto na formação dos estudantes, que exercitaram a escuta qualificada e fortaleceram o trabalho interprofissional, permitindo criar propostas sustentáveis de promoção da equidade e da valorização das trabalhadoras no SUS.

Palavras-chave: Educação Permanente em Saúde, Interseccionalidade, Trabalhadoras da Saúde