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Enzimas oxidativas e microrganismos como estratégia biotecnológica para degradação de nano e microplásticos

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Enzimas oxidativas e microrganismos como estratégia biotecnológica para degradação de nano e microplásticos

Autor(es): Guilherme Zaniol Carissimi , Carolina Salvador Terhorst,
Orientador: Marli Camassola
Quantidade de visulizações: 49

A poluição por plásticos representa um dos principais desafios ambientais atuais, devido à elevada persistência desses materiais no ambiente e aos impactos negativos sobre a biodiversidade. Nesse contexto, a identificação de microrganismos capazes de produzir enzimas envolvidas na modificação ou degradação de polímeros surge como uma alternativa biotecnológica promissora e sustentável. O objetivo deste trabalho foi realizar uma triagem de microrganismos com potencial para produção de enzimas oxidativas e esterases associadas à degradação de nano e microplásticos. Foram avaliados microrganismos cultivados na presença de diferentes polímeros, incluindo poliestireno (PS), polietileno (PE), politereftalato de etileno (PET) e polipropileno (PP), utilizando meio contendo 1% de polímero, solução de sais e CuSO₄. A atividade de enzimas oxidativas e esterases foi utilizada como indicativo do potencial biotecnológico dos isolados. As esterases foram empregadas como marcadores enzimáticos por sua capacidade de atuar sobre ligações ésteres, especialmente em materiais como o PET ou em produtos derivados da oxidação dos polímeros. A análise taxonômica dos organismos eucarióticos revelou a presença de diferentes grupos de fungos, plantas e outros eucariotos nas amostras avaliadas. Entre os fungos, destacaram-se táxons dos gêneros Fusarium, Aspergillus, Penicillium, Yarrowia e Remersonia, incluindo Fusarium oxysporum, Fusarium verticillioides, Aspergillus fumigatus, Aspergillus luchuensis, Penicillium digitatum, Yarrowia lipolytica e Remersonia thermophila. Esses grupos são relevantes por sua capacidade de produzir enzimas extracelulares, como esterases, cutinases, lipases, lacases, peroxidases e outras oxidoredutases associadas à transformação de compostos recalcitrantes. Os resultados parciais indicaram a presença de microrganismos capazes de produzir enzimas oxidativas quando em contato com os plásticos avaliados, sugerindo potencial aplicação em processos de biorremediação. Assim, a triagem realizada contribui para a seleção de microrganismos promissores para futuras estratégias de degradação biotecnológica de nano e microplásticos. 

Palavras-chave: Biorremediação, Polímeros sintéticos;, Enzimas microbianas;