A contribuição da extensão Universitária na integração Ensino-Serviço na Reabilitação do Câncer de Mama: O Projeto AMAMA.
Autor(es): Sofia Riva Bellé , Melissa Tognolli Dalpiccol e Nicole Grisa,
Orientador: Eleia de Macedo
Quantidade de visulizações: 61
O Ambulatório da Mama (AMAMA) é um projeto de extensão universitária da Universidade de Caxias do Sul (UCS) que integra ensino e serviço, e amplia o acesso ao tratamento fisioterapêutico para mulheres submetidas ao tratamento do câncer de mama do Sistema Único de Saúde (SUS). Esta neoplasia apresenta altas incidências na população feminina, e o tratamento pode gerar repercussões físicas, funcionais e psicossociais. Desta maneira, o projeto AMAMA proporciona aos estudantes um aprendizado sobre o papel da fisioterapia oncológica na qualidade de vida das pacientes. Assim o objetivo é relatar a experiência dos estudantes de Fisioterapia no projeto, destacando a contribuição da extensão universitária na formação profissional e na assistência em fisioterapia oncológica. Trata-se de um relato de experiência das atividades de extensão realizadas no Ambulatório da Mama. A equipe foi composta por um professor tutor, quatro acadêmicos de Fisioterapia e um pós-graduando. As ações ocorreram entre março e julho de 2026 em uma sala anexa ao Centro Clínico da UCS. A população assistida foi constituída por mulheres em seguimento oncológico pelo SUS, inseridas via fluxo de encaminhamento interno do Centro de Mastologia da UCS. Em média eram agendadas 5 a 7 pacientes, uma vez na semana, considerando a fila de espera. Realizaram-se avaliações individuais, elaboração de planos terapêuticos individualizados, que incluíam técnicas fisioterapêuticas, tais como: terapia manual, eletroterapia, bandagens funcionais e orientações de autocuidado. Este projeto AMAMA totalizou 136 atendimentos de fisioterapia no período do projeto. Entre as principais complicações iniciais, destacaram-se dor, redução da amplitude de movimento (ADM) de ombro, alterações cicatriciais, perda de força nos membros superiores, perda de sensibilidade na mama e linfedema. O acompanhamento supervisionado permitiu aos estudantes desenvolver competências técnicas, raciocínio clínico e aplicação de terapias específicas. Observou-se nas pacientes uma boa adesão ao tratamento, com melhora observada dos sinais e sintomas referidos. Dentre as limitações do projeto destaca-se a alta demanda por fisioterapia oncológica na rede SUS e a interrupção dos atendimentos devido aos recessos acadêmicos. A extensão universitária constituiu uma importante estratégia de integração ensino-serviço, contribuindo para a formação dos estudantes e para a ampliação do acesso à fisioterapia oncológica.
Palavras-chave: fisioterapia, neoplasias de mama, integração ensino-serviço