Tempo de pastejo em diferentes locais do pomar, em função da adaptação ao uso de máscaras seletivas em ovelha na região de Caxias do Sul/RS.
Autor(es): Yurimar Angelina Ramos Bello , Marcele Souza Vilanova, Gabriel Fernandes Pauletti e Raphael Soares Michelazzi Canal,
Orientador: Marcele Sousa Vilanova
Quantidade de visulizações: 54
As máscaras seletivas de pastejo foram criadas com a finalidade de possibilitar o pastejo perto das árvores, mas impedindo que os animais tenham acesso ao fruto. Como a utilização das máscaras é algo novo para os animais, a orientação é utilizar por um tempo sem o elástico de contenção mandibular, para depois colocá-lo por inteiro. Objetivou-se avaliar a influência do uso da máscara sem (adaptação) e com o elástico submandibular, no tempo de pastejo em diferentes locais do pomar. O estudo foi realizado na área experimental e fazenda escola (AEFE) da Universidade de Caxias do Sul, foram utilizadas 5 ovelhas as quais passaram pelos dois tratamentos: T0 (período de adaptação, sem presença do elástico – cinco dias) e T1: (período de avaliação com a presença do elástico, em 6 dias). As avaliações ocorreram em 11 dias, das 10h às 12h (120 minutos), utilizando o etograma, com adaptação das técnicas de animal focal e amostragem instantânea, em intervalos de 10/10 minutos. Foram registrados os comportamentos de pastejo no raio de luz da copa das árvores (PA), pastejo de pastagem (PP), pastejo próximo a área de mato (MATO) e tentando acesso ao fruto nas árvores (FRUTO). O delineamento experimental foi completamente casualizado, com 25 repetições (5 ovelhas x 5 dias) para T0 e 30 repetições (5 ovelhas x 6 dias) para T1. Os resultados foram convertidos em percentuais, utilizando os 120 minutos de avaliação como 100% do período e foram submetidos à análise da variância (ANOVA) e as médias comparadas pelo teste de Tukey (5% de probabilidade), utilizando o programa Agroestat®. Os comportamentos FRUTO e MATO diferiram significativamente (p<0,05) em função dos tratamentos, sendo que tentativa de ingestão do fruto em T0 foi de 6,1% do tempo, enquanto em T1 esse comportamento foi zerado, já o pastejo próximo do mato foi de 1,9% em T0, caindo para 0,2% em T1. De forma geral, as ovelhas passaram mais tempo PA e PP, com as médias gerais de 41,9% e 32,7%, respectivamente, não apresentando diferença entre os tratamentos. O design das máscaras e de seu arreio (elástico) evita o consumo dos frutos e que os animais causem danos às árvores frutíferas, uma vez que protegem as plantas quando a cabeça do animal está levantada, entretanto, permite que eles pastem normalmente quando suas cabeças estão abaixadas.
Palavras-chave: Ovinos, Pastejo em mato, Consumo de frutos