Caracterização dos Atendimentos no Instituto Hospitalar Veterinário - IHVET da UCS no programa de aprimoramento em Clínica Médica e Cirúrgica de Animais Selvagens entre janeiro até junho.
Autor(es): Sofia Simas Mantovaneli , Isadora Pereira Anghinoni, Giulia Machado de Castilhos, Deivid Richard Borkert, Sabrina Roubuste Massoco, Cristiano Dalla Rosa,
Orientador:
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A crescente demanda por atendimento especializado de animais silvestres e exóticos, aliada à necessidade de suporte aos órgãos ambientais responsáveis pelo manejo da fauna, evidencia a importância da formação de profissionais capacitados em medicina de animais selvagens. Assim, este trabalho teve como objetivo caracterizar os atendimentos realizados no Instituto Hospitalar Veterinário da Universidade de Caxias do Sul entre 14 de janeiro e 11 de junho de 2026. Foram analisados os casos acompanhados pela aprimoranda durante a rotina hospitalar, envolvendo animais silvestres de vida livre, provenientes de órgãos ambientais e animais exóticos ou silvestres mantidos sob tutela. Foram registrados 75 atendimentos, sendo 54,7% (N=41) mamíferos, 32% (N=24) aves e 13,3% (N=10) répteis. Quanto ao sexo, 34,7% (N=26) eram machos, 34,7% (N=26) fêmeas e 30,7% (N=23) apresentavam sexo indeterminado. Em relação à faixa etária, predominaram animais adultos 62,7% (N=47), seguidos por filhotes 25,3% (N=19), jovens 8% (N=6) e idosos 4% (N=3). Observou-se maior demanda de atendimentos vinculados diretamente ao Instituto Hospitalar Veterinário, incluindo animais de tutores particulares (28%; N=21) e aqueles conveniados com a mesma, como a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (12%; N=9), a Concessionária da Serra Gaúcha (12%; N=9) e o Aeroporto Regional de Caxias do Sul (1,3%; N=1), que juntas corresponderam a 53,3% (N=40) dos casos. Também foram atendidos animais provenientes da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (36%; N=27), encaminhados por meio do Centro de Atendimento Emergencial à Fauna Silvestre, além de indivíduos oriundos do Zoológico da UCS (10,7%; N=8). As principais afecções envolveram os sistemas ortopédico 22,7% (N=17), dermatológico 18,7% (N=14), neonatal 16% (N=12) e neurológico 13,3% (N=10). Quanto aos desfechos, registraram-se 29,3% (N=22) de altas, 29,3% (N=22) de óbitos, 16% (N=12) de solturas, 12% (N=9) de animais em tratamento, 6,7% (N=5) de eutanásias, 5,3% (N=4) de destinações para outras instituições e 1,3% (N=1) de fuga. A elevada frequência de alterações ortopédicas e neurológicas, bem como a ocorrência de óbitos, esteve relacionada principalmente a traumas. Nos animais sob tutela, os óbitos ocorreram, em grande parte, devido à busca tardia por atendimento veterinário. É reforçado a relevância do IHVET e Zoológico como referência regional no atendimento de animais selvagens, promovendo a integração entre universidade, comunidade e órgãos ambientais.
Palavras-chave: Pets-não-convencionais, Antropização, Animais selvagens