CARACTERIZAÇÃO DE ATENDIMENTOS DE ANIMAIS SILVESTRES NO INSTITUTO HOSPITALAR VETERINÁRIO DA UCS NOS MESES DE FEVEREIRO À JUNHO DE 2026
Autor(es): Isadora Pereira Anghinoni , Sofia Simas Mantovaneli, Sabrina Roubuste Massoco, Deivid Richard Borkert, Giulia Machado de Castilhos, Cristiano Dalla Rosa,
Orientador:
Quantidade de visulizações: 3
A Serra Gaúcha é composta predominantemente por áreas de Mata Atlântica, caracterizadas pela grande variedade de espécies. Consequentemente, a proximidade do ser humano a ambientes naturais favorece a ocorrência de conflitos com a fauna silvestre. Tendo em vista isso, locais de recebimento e tratamento de animais silvestres tornaram-se fundamentais na conservação de espécies. Pensando nisso, uma parceria entre a Universidade de Caxias do Sul e a Secretaria Estadual do Meio Ambiente possibilitou o atendimento, triagem e estabilização destes animais através da criação de um Centro de Atendimento Especializado (CAE) no hospital veterinário da instituição. A Importância se dá devido à ausência, até então, de centros especializados na Serra Gaúcha, requerendo a destinação destes animais à outros locais sem a devida estabilização, comprometendo o prognóstico. Através de dados obtidos dos prontuários de atendimentos clínicos realizados no período de 06 de fevereiro de 2026 a 11 de junho de 2026, uma planilha foi formulada contendo informações como: espécie, idade estimada, ocorrência e desfecho do caso. O CAE realizou um total de 27 atendimentos conveniados, dentre eles, a classe de animais mais prevalente tratavam-se de aves: 48.1% (N=13), seguido de mamíferos: 40,7% (N=11) e répteis: 11,1% (N=3). Em 40,7% (N=11) dos casos o desfecho dos pacientes foi a evolução ao óbito, sendo a mais frequente. Este resultado mostrou-se mais presente principalmente em aves com problemas ortopédicos, casos onde o prognóstico já apresentava-se desfavorável. Dentre os animais reabilitados, 25,9%(N=7) seguem aguardando soltura no Jardim Zoológico. Além disso, 18,5% (N=5) animais foram considerados aptos à reintrodução, para posterior realização da mesma. A maior casuística observada trata-se de problemas ortopédicos 29,6% (N=8), neonatos 29,6% (N=8), seguindo de transtornos neurológicos 25,9% (N=7). Os resultados observados refletem o impacto da antropização de ambientes silvestres, favorecendo a ocorrência de traumas, lesões, órfãos e diversas enfermidades tendo repercussão negativa na fauna e biodiversidade local, desta forma, centros de atendimento e profissionais qualificados de animais silvestres fazem-se necessários devido à alta demanda em decorrência de ações humanas em ambientes naturais. Além de promover estabilização clínica, reabilitação e reabilitação destes animais, o CAE também fornece aos estudantes da universidade a oportunidade de aprendizado alinhando a teoria à prática.
Palavras-chave: Conservação, Reabilitação, Antropização