Conversão de biomassa vegetal residual em ativos para nanoformulações sustentáveis
Autor(es): Tainá Gomes Dias , Eduarda de Quadros Picolli, Lucas Colombo Colussi, Queli Defaveri Varela Cabanellos, Valéria Weiss Angeli e Victoria Santin,,
Orientador: Cátia dos Santos Branco
Quantidade de visulizações: 27
O aproveitamento de subprodutos naturais tem sido um grande desafio, fomentando a busca por soluções inovadoras para a viabilidade de produtos biotecnológicos com elevado valor agregado. A Araucaria angustifolia, uma conífera presente principalmente no bioma Mata Atlântica, com predomínio nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, apresenta, como resíduos da produção do pinhão (semente), as brácteas, que são as sementes estéreis da planta. O extrato aquoso obtido destas brácteas apresenta uma matriz química diversificada e é fonte de compostos fenólicos com atividade antioxidante relevante. No entanto, um dos principais fatores limitantes à aplicação de extratos botânicos em formulações farmacêuticas é a instabilidade fenólica. Os sistemas lipossomais constituem uma alternativa para contornar este problema. Assim, o objetivo deste trabalho foi desenvolver lipossomas contendo o extrato aquoso liofilizado das brácteas de A. angustifolia visando ao desenvolvimento de formulações farmacêuticas. Foram produzidos lipossomas com o extrato aquoso liofilizado das brácteas de A. angustifolia e lipossomas vazios para comparação. Os lipossomas foram obtidos pela metodologia do filme lipídico, utilizando colesterol, fosfatidilcolina e polissorbato. Os parâmetros utilizados para avaliar a estabilidade destes sistemas foram o diâmetro de partícula, o potencial zeta, o Índice de Polidispersão (PDI) e o pH. Essas características foram acompanhadas ao longo de 60 dias. Os resultados obtidos para os lipossomas contendo extrato submetidos às diferentes condições de armazenamento foram: a) temperatura ambiente: diâmetro 277,07 nm ( ± 49,73), potencial zeta -40,51 mV (± 6,36), PDI 0,40 (± 0,12) e pH de 5,16 (± 0,26); b) em estufa: diâmetro 270,525 nm (± 32,55), potencial zeta -40,55 mV (± 6,22), PDI 0,35 (±0,11) e pH 5,55 (±0,20); c) em geladeira: diâmetro 263,95 nm (± 14,38), potencial zeta -46,90 mV (±4,07), PDI 0,48 (±0,02) e pH 5,57 (±0,26); e d) exposição à luz UV: diâmetro 324,1 nm (±55,29), potencial zeta -37,72 mV (±5,67), PDI 0,57 (±0,17) e pH de 5,73 (± 0,36). Transcorridos os 60 dias, verificou-se que os sistemas lipossomais mantiveram-se com poucas variações nos parâmetros analisados. Embora novos estudos sejam necessários, estes resultados destacam o potencial biotecnológico e farmacêutico deste resíduo.
Palavras-chave: Lipossomas, Antioxidante, Nanotecnologia