Bullying no contexto escolar e seus impactos na construção da autoestima: uma abordagem sobre saúde mental e convivência social
Autor(es): Isabel Ines Domingos Conde , Co-autores:Isabel Conde ,Patrícia Cândido -Co-orientador: Daiane Vergani,
Orientador:
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Bullying no contexto escolar e seus impactos na construção da autoestima: uma abordagem sobre saúde mental e convivência social Introdução: O bullying escolar configura-se como fenômeno de violência sistemática, intencional e repetitiva, praticado entre estudantes, podendo ocorrer de forma física, verbal, psicológica ou virtual, comprometendo o desenvolvimento integral de crianças e adolescentes. No ambiente escolar, essa prática tem se mostrado cada vez mais frequente, gerando prejuízos significativos à saúde mental das vítimas, especialmente quanto à construção da autoestima, podendo desencadear ansiedade, isolamento social e baixo rendimento acadêmico. Diante disso, torna-se relevante investigar como o bullying impacta a convivência social e o desenvolvimento emocional dos estudantes, uma vez que a escola representa espaço fundamental para a formação da identidade e das relações interpessoais na infância. Objetivo: O resumo tem como objetivo relatar uma atividade de curricularização vinculada a disciplina de práticas educativas sobre os impactos do bullying na construção da autoestima de adolescentes, bem como propor estratégias de educação em saúde voltadas à prevenção dessa prática e à promoção do bem-estar emocional e da convivência social saudável. Medologia: Trata-se de um relato de experiência desenvolvido entre acadêmicos de enfermagem e psicologia a partir de ação educativa realizada em um encontro único com estudantes 6º, 7º e 9º ano do ensino fundamental, fundamentada em revisão da literatura sobre bullying, saúde mental e habilidades socioemocionais. A atividade incluiu rodas de conversa, dinâmicas e materiais educativos para sensibilizar os alunos sobre respeito às diferenças, empatia e combate à violência entre pares, além de orientações sobre identificação precoce de sinais de sofrimento emocional. Resultados: observou-se boa receptividade dos estudantes às atividades, maior engajamento nas discussões sobre respeito e diversidade, e relatos espontâneos de experiências relacionadas ao tema, evidenciando a relevância da abordagem para a reflexão coletiva sobre convivência escolar. Verificou-se também que ações educativas estruturadas favorecem a identificação de situações de bullying ainda pouco percebidas pelos estudantes. Conclusão: O bullying representa importante fator de risco para a saúde mental infantil, impactando diretamente a autoestima e as relações sociais dos estudantes, a experiência reforçou a importância da atuação conjunta entre saúde e educação na promoção do bem-estar infantojuvenil, permitindo aos acadêmicos compreender, na prática, como ações educativas simples podem gerar reflexão e mudança de comportamento entre os estudantes. Além disso, a vivência possibilitou o desenvolvimento de habilidades de comunicação e escuta ativa, evidenciando o papel da enfermagem na prevenção e no cuidado integral à saúde mental no contexto escolar. Palavras-chave: bullying; autoestima; saúde mental.
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