Fatores associados ao crescimento de crianças nascidas prematuras nos primeiros cinco anos de vida

Fatores associados ao crescimento de crianças nascidas prematuras nos primeiros cinco anos de vida

Autor(es): Cristiani Dapont Neves
Orientador: Vandrea Carla de Souza
Quantidade de visulizações: 3

  A prematuridade e o muito baixo peso ao nascer (<1500g) estão associados a maior risco de alterações no crescimento infantil. A identificação de fatores associados ao déficit de crescimento nessa população pode contribuir para o planejamento de estratégias de acompanhamento e intervenção precoce. Este estudo teve como objetivo avaliar fatores associados ao crescimento de crianças nascidas prematuras durante os primeiros cinco anos de vida.    Trata-se de um estudo de coorte prospectivo com crianças prematuras e de muito baixo peso ao nascer acompanhadas no CeCLIN-UCS. O crescimento foi avaliado longitudinalmente por meio dos escores Z de peso, estatura e índice de massa corporal (IMC), utilizando medidas antropométricas obtidas ao longo do seguimento. As trajetórias de crescimento foram analisadas por meio de modelos mistos multiníveis com funções spline, permitindo descrever padrões não lineares de crescimento ao longo do tempo.         Resultados parciais indicam que crianças nascidas pequenas para a idade gestacional (PIG) apresentaram menores escores z de peso e estatura em comparação às não PIG. Entretanto, observaram-se trajetórias de recuperação mais aceleradas nesse grupo, com taxa de recuperação ponderal 67% maior e recuperação estatural cerca de 77% mais rápida. A aceleração do crescimento foi mais intensa nos dois primeiros anos de vida, período em que ocorreu a maior parte do catch-up growth. Os achados evidenciam recuperação significativa, especialmente para a estatura, sem indícios de ganho excessivo de IMC. No entanto, essa recuperação não foi completa, persistindo diferenças nos escores z de peso e estatura entre os grupos aos 5 anos de idade. Não foram observadas associações significativas entre hipertensão arterial materna ou diabetes materno e as trajetórias de crescimento das crianças.     Os resultados parciais indicam que a condição de nascer PIG foi o principal fator associado às diferenças nas trajetórias de crescimento, caracterizadas por déficit inicial seguido de recuperação acelerada, principalmente nos primeiros dois anos de vida. Apesar da ocorrência de catch-up growth, diferenças antropométricas permaneceram evidentes aos cinco anos de idade. Esses achados reforçam a importância do acompanhamento longitudinal de prematuros, especialmente daqueles nascidos PIG, para monitoramento adequado do crescimento e desenvolvimento.

Palavras-chave: Prematuridade , Baixo peso ao nascer , Crescimento infantil