PÓ DE ROCHA COMO FONTE ALTERNATIVA DE NUTRIENTES: EFEITO RESIDUAL NO SOLO E NA CULTURA DA SOJA

PÓ DE ROCHA COMO FONTE ALTERNATIVA DE NUTRIENTES: EFEITO RESIDUAL NO SOLO E NA CULTURA DA SOJA

Autor(es): Katielen Costa , Maria Eduarda Berlatto Peruzzo; Patrícia Garcia Jaeger; Gabriel Oselame; Lessandra Silva Rodrigues.,
Orientador:
Quantidade de visulizações: 3

O uso de pós de rocha tem se destacado como uma alternativa aos fertilizantes tradicionais, em razão do aproveitamento de resíduos disponíveis localmente, da redução de custos e da menor dependência de insumos externos. Entretanto, a variabilidade natural na composição desses materiais demanda estudos que avaliem sua eficiência agronômica para maior aplicabilidade no campo. Nesse contexto, o presente trabalho teve como objetivo avaliar o efeito residual da aplicação superficial de pó de rocha sobre os atributos químicos do solo e seus reflexos na nutrição e na produtividade da soja em sistema de plantio direto. O experimento foi implantado em 2025, na área experimental da Universidade de Caxias do Sul, em Nova Prata-RS, em delineamento de blocos casualizados, com cinco tratamentos e quatro repetições, totalizando 20 parcelas de 20 m² cada. Os tratamentos consistiram em cinco diferentes adubações aplicadas a lanço após a implantação da cultura da soja no primeiro ano: T1, testemunha sem aplicação de pó de rocha; T2, 2.500 kg ha⁻¹ de pó de rocha; T3, 5.000 kg ha⁻¹; T4, 7.500 kg ha⁻¹; e T5, 230 kg ha⁻¹ de cloreto de potássio. Os tratamentos T3 e T5 forneceram a mesma dose de K₂O (135 kg ha⁻¹). No segundo ano, os tratamentos não foram reaplicados, sendo semeada a cultivar de soja Cordius C2550 E® e avaliados: a população de plantas, o índice de clorofila, os teores foliares de nutrientes, a estatura das plantas, o número de legumes por planta, o número de grãos por legume e a produtividade da cultura. Após o cultivo da soja, correspondendo a 17 meses após a aplicação dos tratamentos, foram determinados os atributos químicos do solo. Os resultados observados neste segundo cultivo, não demonstraram diferenças na nutrição mineral das plantas. Contudo, verificaram-se alterações nos índices de clorofila e incremento na estatura das plantas submetidas aos tratamentos com pó de rocha. Apesar das diferenças observadas no desenvolvimento vegetativo, não houve efeito sobre os componentes de rendimento, a produtividade da soja ou os atributos químicos do solo. Assim, nas condições deste estudo, o pó de rocha proveniente de resíduo industrial de Nova Prata, não apresenta efeito residual sobre a fertilidade do solo nem promove melhorias na nutrição e produtividade da soja. Palavras-chave: Glycine max; rochagem; agricultura sustentável.

Palavras-chave: Glycine max, rochagem, agricultura sustentável