EIMERIA SPP. EM BORREGOS: DIAGNÓSTICO EM ANIMAIS ASSINTOMÁTICOS DE UM REBANHO COM HISTÓRICO DE COCCIDIOSE

Diagnóstico de coccidiose em borregos assintomáticos

EIMERIA SPP. EM BORREGOS: DIAGNÓSTICO EM ANIMAIS ASSINTOMÁTICOS DE UM REBANHO COM HISTÓRICO DE COCCIDIOSE

Autor(es): Sabrina Alessi , Paulo Ricardo de Fagundes Finatto, Isadora Goulart Branchini, Manuela Paes Guerra, Ketlen Bertolini Gregolin, Luisa Studzinski Renard, Laura Silva Corrêa, Morgana Rui, Marcele Sousa Vilanova,
Orientador:
Quantidade de visulizações: 2

A ovinocultura desempenha importante papel na produção animal, porém enfrenta desafios sanitários que comprometem sua produtividade e rentabilidade. Entre eles, se destaca a coccidiose, doença parasitária causada por protozoários do gênero Eimeria spp., que se caracteriza como um relevante entrave financeiro para a produção. A doença afeta principalmente animais jovens, causando diarreia, redução do ganho de peso, aumento dos custos de produção, demonstrando a necessidade de diagnósticos de rotina que contribuam para controle e prevenção. A baixa adoção de práticas de manejo sanitário, monitoramento insuficiente dos rebanhos e a queda da imunidade animal, favorecem a disseminação de doenças parasitárias, incluindo a coccidiose. Além disso, a separação dos ovinos por faixa etária constitui importante estratégia para reduzir a transmissão de doenças, especialmente em animais jovens, permitindo o diagnóstico precoce e a prevenção. O objetivo deste estudo foi avaliar a ocorrência de Eimeria spp. em borregos da Área Experimental e Fazenda Escola da Universidade de Caxias do Sul, Fazenda Souza, Rio Grande do Sul. Amostras fecais de 6 borregos foram analisadas através da técnica de flutuação em solução saturada de açúcar, onde 2 gramas de fezes foram misturadas com 50 mililitros de solução e posteriormente centrifugadas (1.500 rotações por minuto por 5 minutos). A leitura das amostras foi realizada em microscópio óptico com aumento de 40x para identificação de oocistos. Apesar do histórico de coccidiose na propriedade, os borregos avaliados não apresentavam diarreia e foram avaliados em exame parasitológico de rotina. Dentre os animais, 3 eram machos e 2 fêmeas com 9 meses de idade, desmamados aos 7 meses, e 1 fêmea com 1 ano e 9 meses. 100% foram positivos para Eimeria spp. e eram mantidos juntos com o restante do rebanho em sistema de criação semi-intensiva. A positividade observada mostra a importância do monitoramento parasitológico e do manejo sanitário dos rebanhos ovinos. Uma vez que, o acompanhamento da saúde dos rebanhos é importante para a detecção precoce da infecção, contribuindo para a melhoria do bem-estar animal, produtividade e sustentabilidade da atividade ovina.

Palavras-chave: Eimeriose , Diagnóstico parasitológico , Manejo sanitário