Bioatividade do óleo essencial de Eucalyptus staigeriana sobre diferentes pragas agrícolas
Autor(es): Brenda Jordan Massoco , Marina Cichin Cararo, Camila Bonatto Vicenço,
Orientador:
Quantidade de visulizações: 2
O uso excessivo de inseticidas sintéticos tem estimulado a busca por alternativas mais sustentáveis e menos impactantes ao meio ambiente. Nesse contexto, os óleos essenciais destacam-se por apresentarem propriedades inseticidas e repelentes contra diversos insetos-praga. O objetivo deste trabalho foi avaliar a bioatividade do óleo essencial de Eucalyptus staigeriana contra Caliothrips brasiliensis, Anticarsia gemmatalis e Dalbulus maidis. Os bioensaios foram realizados no Laboratório de Controle de Pragas da Universidade de Caxias do Sul, utilizando diferentes concentrações do óleo essencial de E. staigeriana, de 0,5 a 2,0% v/v, solubilizado em polissorbato-80 (1,5% v/v). Como controle, utilizou-se água destilada com polissorbato-80 (1,5% v/v). Para os ensaios com C. brasiliensis, foram utilizadas três placas de Petri contendo dois discos foliares de feijão e cinco insetos por repetição, totalizando 15 indivíduos por tratamento. Nos testes com A. gemmatalis, foram utilizadas oito placas por tratamento, contendo cinco discos foliares de soja e dez lagartas por placa, totalizando 80 indivíduos. Já para as D. maidis, foram utilizadas plantas de milho e realizadas quatro repetições, com cinco insetos por repetição. A eficiência dos tratamentos foi avaliada pela mortalidade dos insetos e pela área foliar consumida. Para C. brasiliensis, a maior eficiência foi observada na concentração de 1,5% v/v, que resultou em 100% de mortalidade dos insetos após 48 h de exposição, enquanto no tratamento controle não houve mortalidade. Em A. gemmatalis, verificou-se uma redução no consumo foliar à medida que aumentou a concentração do óleo essencial, com os menores valores observados nas concentrações de 1,5 e 2,0% v/v, evidenciando efeito antialimentar. Para D. maidis, a concentração de 2,0% v/v foi a mais eficaz, promovendo 100% de mortalidade nas primeiras 24 h. As demais concentrações apresentaram menor efeito sobre a mortalidade dos insetos. Os resultados obtidos demonstram que o óleo essencial de E. staigeriana tem potencial para o controle de diferentes pragas agrícolas. Sua ação variou conforme a concentração utilizada, apresentando efeito inseticida sobre C. brasiliensis e D. maidis, além de reduzir o consumo foliar de A. gemmatalis. Dessa forma, o óleo essencial mostra-se uma alternativa promissora para o desenvolvimento de estratégias mais sustentáveis de manejo e controle de pragas na agricultura.
Palavras-chave: Controle alternativo, Eucalipto, Manejo sustentável