CONTROLE BIOLÓGICO DA ANTRACNOSE EM FOLHAS DE VIDEIRA COM B. velezensis S26

Autor(es): Luana Artismo Alves de Lima , Leticia Viganó,
Orientador: Joséli Schwambach
Quantidade de visulizações: 215

A antracnose da videira é causada pelo fungo Elsinoe ampelina e pode afetar até 30 % da produção, especialmente em áreas úmidas, afetando todas as partes da planta. O mecanismo mais usado no controle da doença são fungicidas químicos, porém existem alternativas menos prejudiciais ao meio ambiente, como o controle biológico. O isolado Bacillus velezensis S26 vem sendo estudado e apresenta potencial como bioagente no controle das doenças mofo cinzento e podridão da uva madura. Desta forma, o objetivo deste estudo foi avaliar o potencial de biocontrole da antracnose em folhas de videira pelo isolado B. velezensis S26. Para isso, a bactéria foi cultivada em meio LB por 48h, seguida por centrifugação para obter o pellet bacteriano que foi ressuspendido em solução estéril para concentração final de 1 x 106 UFC.mL-1 . O fungo foi multiplicado em placas de Petri contendo BDA por 14 dias, quando dez discos miceliais foram removidos e macerados em 2 mL de água destilada para produzir uma solução de células fúngicas. Para determinar a concentração da suspensão de células fúngicas foi realizada a contagem de unidades formadoras de colônia que resultou em 8,36 x 108 UFC.mL-1. Para o teste, foram selecionadas folhas sadias e de tamanho uniforme. Foi feita a assepsia com álcool 70% por 1 min, seguida de hipoclorito de sódio 1,5% por 1 min e enxágue três vezes com água destilada autoclavada. As folhas foram secas em bandeja com papel autoclavado e posteriormente posicionadas com a parte abaxial para cima em placas de Petri contendo meio de cultura ágar-água. O teste foi composto pelos tratamentos: (1) controle H2O, (2) suspensão bacteriana de S26, (3) suspensão fúngica do patógeno, e (4) S26 + patógeno após 4 horas. Foi realizado um ferimento na folha realizando a raspagem com a ponta da agulha no limbo foliar, então os tratamentos foram aplicados no ferimento. Para a suspensão bacteriana e a água foi realizado aspersão até o ponto de molha e para a suspensão do patógeno foram aplicados 20 µL com micropipetador. Foram utilizadas 5 folhas por tratamento que foram mantidas em 25 graus e 12h de fotoperíodo e analisadas nos dias 3, 5, 7 e 10. Os resultados preliminares mostram que houve diminuição de até 80% na incidência da doença. Conclui-se que novos testes devem ser conduzidos para confirmar o potencial de controle de antracnose pelo isolado S26.

Palavras-chave: Elsinoe ampelina, Biocontrole, Bactéria