Análise da sonolência diurna em mulheres trabalhadoras da área da saúde da Serra Gaúcha

Análise da sonolência diurna em trabalhadoras da área da saúde da Serra Gaúcha

Análise da sonolência diurna em mulheres trabalhadoras da área da saúde da Serra Gaúcha

Autor(es): Júlia Petri Ferraz , Karina Giane Mendes, Simone Bonatto, Suzete Marchetto Claus, Heloísa Theodoro,
Orientador: Heloísa Theodoro
Quantidade de visulizações: 2

O sono é uma condição fisiológica essencial para a restauração física e mental. A qualidade e a duração indicam o estado geral de saúde dos indivíduos, já que impactam na regulação hormonal, no funcionamento metabólico e no equilíbrio imunológico. Este estudo transversal avaliou a sonolência diurna excessiva em amostra de 877 mulheres, constituída por enfermeiras, técnicas de enfermagem e agentes comunitárias de saúde da Atenção Básica, em Caxias do Sul-RS. Os dados foram obtidos por entrevista com questionário e instrumentos validados. A sonolência foi avaliada pela Escala de Sonolência de Epworth (ESE). A ESE analisa a probabilidade do cochilo em situações diversas do cotidiano, através de 8 exemplos práticos, com escores de 0 a 3. As respostas geram uma pontuação, que será contabilizada ao final para a verificação do estado de saúde do entrevistado. O resultado varia de acordo com o valor total obtido, classificado da seguinte forma: menor sonolência diurna normal (0-5 pontos), maior sonolência diurna normal (6-10 pontos), leve sonolência diurna excessiva (11-12 pontos), moderada sonolência diurna excessiva (13-15 pontos) e grave sonolência diurna excessiva (16-24 pontos). Para verificar a associação entre as variáveis estudadas, utilizou-se o teste de Qui-Quadrado de Pearson. Estudo aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP), parecer número 7.134.723. Média do escore de sonolência foi de 9,1 (DP = 5,0), maior frequência 6-10 pontos, indicando que a média está no limite superior com tendência ao aumento de sonolência diurna, mas sem predominância de sonolência excessiva. Sobre a escolaridade, aquelas que apresentam graduação e pós-graduação possuem resultados maiores, 6 a 10 e 16 a 24 pontos, quando comparadas às mulheres que têm o ensino fundamental ou ensino médio completo (p<0,05). Em casos de Transtorno Mental Comum (TMC) há maior sonolência diurna, 50% das entrevistadas estão nas três últimas classificações da ESE (p<0,001). Referente ao uso de ansiolíticos, a proporção de mulheres que administram e tem pontuação de 16 a 24 é quase duas vezes maior do que aquelas que não fazem tratamento medicamentoso (p<0,022). Os resultados mostraram relação entre a piora da sonolência diurna e a escolaridade, presença de TMC e uso de ansiolíticos. Os achados evidenciam que fatores ocupacionais podem impactar na saúde integral, o que reforça a importância da promoção de ações que melhorem os fatores comportamentais nesta população.

Palavras-chave: Sonolência, Trabalhadores da Saúde, Qualidade do sono