×

EFEITO DO USO DE MÁSCARAS NO COMPORTAMENTO INGESTIVO DE OVINOS EM DIFERENTES SISTEMAS DE PASTEJO

Efeito de Máscaras Seletivas na Taxa de Bocado de Ovinos em Pastejo Clique na imagem para dar zoom

EFEITO DO USO DE MÁSCARAS NO COMPORTAMENTO INGESTIVO DE OVINOS EM DIFERENTES SISTEMAS DE PASTEJO

Autor(es): Luisa Studzinski Renard , Raphael Soares Michelazzi Canal e Gabriel Fernandes Pauletti,
Orientador: Marcelo Sousa Vilanova
Quantidade de visulizações: 38

A integração entre a ovinocultura e a fruticultura seria uma excelente opção para reduzir os custos com o manejo de plantas daninhas, se não houvesse o problema de os animais causarem danos às arvores. O uso de máscaras seletivas tem o foco de restringir o acesso dos animais às árvores e frutos, sem impedir o pastejo das gramíneas invasoras no local do pomar. Objetivou-se quantificar a taxa de bocado das ovelhas submetidas a diferentes condições de pastejo. O experimento foi realizado na área experimental e fazenda escola da Universidade de Caxias do Sul localizada no distrito de Fazenda Souza/RS. Foram selecionadas cinco ovelhas sem raças definidas com aproximadamente 5 anos de idade, as quais pastejaram em 3 situações distintas: T1: uso de máscara e pastejo em pomar, T2: uso de máscara e pastejo em piquete com pastagem cultivada de azevém e T3: sem máscara e pastejo em piquete com pastagem cultivada de azevém. O pastejo foi realizado no horário das 10:00 às 12:00 horas, após o pernoite em confinamento. A taxa de bocado foi quantificada contando-se quantas vezes o animal colhia a pastagem em 1 minuto, repetindo a cada 10 minutos uma nova avaliação, totalizando 12 avaliações (120 minutos) por animal por dia de avaliação. O delineamento experimental foi completamente casualizado, com 120 repetições (5 ovelhas x 2 dias de avaliação por tratamento x 12 avaliações no dia). Os resultados foram submetidos à análise da variância (ANOVA) e as médias comparadas pelo teste de Tukey (5% de probabilidade), utilizando o programa Agroestat®. A taxa de bocado foi influenciada significativamente (p<0,05) pelo tratamento, ficando médias em T3: 36,4a bocados/minuto, T1: 29,96b bocados/minuto e T2: 23,84c bocados/minuto. A ausência de máscara (T3) possibilitou uma maior taxa de bocada, quando comparado aos tratamentos com uso de máscara (T1 e T2). As máscaras seletivas possuem potencial como uma ferramenta na utilização de ovinos em sistema de integração fruticultura-pecuária, embora tenha ocorrido redução na taxa de bocado, os animais permaneceram a realizando o pastejo no pomar, sem comprometer a produção frutícola.  Palavras-chave: ovinocultura; máscaras seletivas; pastejo.

Palavras-chave: ovinocultura, mascaras seletivas, pastejo