Efeito da interação entre captana e carvacrol no controle de Colletotrichum spp.
Autor(es): Andriel Battochia , Ana Paula Longaray Delamale, Marilia Brandão Pedroso,
Orientador: Fernando Joel Scariot
Quantidade de visulizações: 3
Fungos do gênero Colletotrichum são responsáveis por perdas agronômicas em diversas culturas. Seu controle é realizado utilizando-se fungicidas sintéticos, que podem causar impactos ambientais e seleção de indivíduos resistentes. Nesse contexto, a utilização de compostos naturais, como monoterpenos, surge como estratégia promissora para potencializar a ação de fungicidas convencionais e reduzir seu uso. O objetivo deste estudo foi avaliar a atividade antifúngica da associação entre o fungicida sintético captana e os monoterpenos carvacrol e timol contra espécies do gênero Colletotrichum. Utilizaram-se os seguintes isolados fúngicos: DCFR-6 (C. aenigma), LMFC19.20 (C. horii), A44-17 (C. lupini), Ca001 (C. kahawae) e A006-14 (C. coccodes). Os ensaios inibitórios foram realizados em meio BDA contendo diferentes concentrações de captana (0 a 60 mg/L) e carvacrol (0 a 240 mg/L). As placas foram incubadas a 25 °C por cinco dias e então o crescimento micelial foi medido. Os testes de germinação de conídios de C. lupini foram realizados em placas de 96 poços contendo combinações de captana (0 a 4 mg/L) e carvacrol (0 a 40 mg/L). Após 24 h, a porcentagem de germinação dos conídios foi avaliada. Os isolados LMFC 19.20 e DCFR-6 apresentaram elevada suscetibilidade às associações testadas, atingindo inibição total do crescimento micelial a partir das interações de carvacrol (200 mg/L) x captana (50 mg/L). Em contraste, C. coccodes e C. lupini apresentaram inibição parcial, mesmo nas maiores concentrações, com inibições chegando a 80%. Enquanto C. kahawae apresentou apenas uma leve inibição, com efeitos inferiores a 25 % nas maiores concentrações. Nos ensaios de germinação de conídios de C. lupini, as combinações envolvendo maiores concentrações de captana e carvacrol promoveram reduções expressivas da germinação, alcançando aproximadamente 20% de crescimento residual. Conclui-se que a associação entre fungicidas sintéticos e monoterpenos apresenta potencial para o manejo de diferentes espécies de Colletotrichum, embora a eficácia dependa da espécie e do isolado avaliados. Os resultados contribuem para o desenvolvimento de estratégias mais sustentáveis de controle fitossanitário, auxiliando na redução do uso de fungicidas convencionais e fornecendo subsídios para futuras pesquisas na área.
Palavras-chave: antracnose, fungicida, monoterpeno