Reaproveitamento de resíduos da produção de pinhão para aplicações em nanomedicina

Reaproveitamento de resíduos da produção de pinhão para aplicações em nanomedicina

Autor(es): Eduarda de Quadros Piccoli , Victoria Santin Ross, Queli Defaveli Varela Cabanellos, Valeria Weiss Angeli,
Orientador: Cátia dos Santos Branco
Quantidade de visulizações: 5

A dermatite atópica consiste em um importante  problema de saúde pública. Caracteriza-se por ser uma doença inflamatória crônica e recidivante, com quadro clínico cujos sintomas consistem em  eritema, pápulas, prurido e disbiose da pele. A falta da elucidação da sua fisiopatologia faz com que os tratamentos farmacológicos sejam limitados e muitas vezes ineficientes. Sabe-se que o estresse oxidativo apresenta um relevante papel patogênico na dermatite atópica. Sendo assim, novas estratégias terapêuticas com base em antioxidantes naturais se tornam necessárias. As brácteas, sementes estéreis de A. angustifolia, são resíduos naturais da planta. Embora não possuam um elevado valor comercial, estes subprodutos são ricos em compostos fenólicos que apresentam ação antioxidante e que já foram avaliados para diferentes possíveis aplicações biológicas. Apesar de sua bioatividade, a instabilidade dos compostos fenólicos limita as suas aplicações em formulações farmacêuticas e, por isso, a nanotecnologia se faz necessária. Lipossomas são nanoesferas que atuam como carreadores de fármacos, biomoléculas ou agentes de diagnóstico, aumentando a estabilidade dos ativos. O objetivo deste trabalho foi avaliar a capacidade antioxidante do extrato aquoso de brácteas de A. angustifolia, encapsulado em nanopartículas lipossomais, para aplicações em futuras formulações destinadas ao tratamento da dermatite atópica. Para a realização deste trabalho, preparou-se um extrato aquoso liofilizado das brácteas de A. angustifolia a 10% (p/v) e foram avaliados a atividade antioxidante e o conteúdo fenólico total (TBARS, DPPH•, FRAP e Folin Ciocalteu). Também foram desenvolvidos sistemas lipossomais vazios e carregados com o extrato, os quais foram acompanhados por um período de 60 dias, em diferentes condições de temperatura e exposição à luz. Os resultados indicaram que o extrato apresentou atividade antioxidante tanto livre quanto lipossomado. Os sistemas lipossomados desenvolvidos mantiveram a  atividade antioxidante superior a 20% pelo período de 60 dias de acompanhamento quando armazenados em geladeira e em câmara UV. Embora os resultados sejam preliminares, observou-se potencial dos lipossomas de extrato de Araucaria para o desenvolvimento de formulações terapêuticas voltadas ao tratamento da dermatite atópica.  

Palavras-chave: Subprodutos vegetais; Nanotecnologia; Estresse oxidativo.