Avaliação da ação do extrato hidroalcoólico rotaevaporado de Berberis laurina no controle de Botrytis cinerea e Glomerella spp.
Autor(es): Daniela Rodrigues Agrippa , Márcia Regina Pansera, Wendel Paulo Silvestre, Felipe Gonzatti, Lívia Pansera Lemos,
Orientador: Valdirene Camatti Sartori
Quantidade de visulizações: 4
Sabe-se que o uso indiscriminado de defensivos agrícolas sintéticos prejudica a saúde humana e o meio ambiente, sendo extremamente necessário a pesquisa e o desenvolvimento de alternativas mais naturais e sustentáveis para o controle das doenças fúngicas em ambientes agrícolas. A viticultura é uma das práticas agrícolas mais importantes economicamente na região da Serra Gaúcha, entretanto o uso de agroquímicos é fundamental para garantir determinados níveis de produtividade. O objetivo desse estudo foi avaliar a ação in vitro do extrato hidroalcoólico rotaevaporado de Berberis laurina no controle dos fungos fitopatogênicos Botrytis cinerea e Glomerella spp., os quais afetam esta cultura. Raízes de B. laurina foram trituradas e colocadas em um frasco de vidro com etanol 70% na proporção de 50 g para 200ml de etanol, o qual foi hermeticamente vedado por 28 dias. Após esse período o extrato foi filtrado, e na sequência passou pelo processo de rotaevaporação para remover o etanol; em seguida o extrato rotaevaporado foi submetido a análises para quantificar os compostos fenólicos e os flavonoides por Cromatografia Líquida de Alta Eficiência (HPLC). Foi avaliada a atividade antimicrobiana nas concentrações de 0% (controle), 6,0 %, 12,0 e 18,0 % v/v, incorporados ao meio BDA, sobre o desenvolvimento micelial dos fungos Botrytis cinerea e Glomerella spp. O extrato hidroalcoólico de B. laurina inibiu totalmente o crescimento de B. cinerea em todas as concentrações testadas e de Glomerella spp. inibiu 29% na concentração de 6%, 42% na concentração de 12% e 52% na concentração de 18%.Tais resultados podem ser explicados devido aos altos índices de compostos fenólicos encontrados no extrato de B. laurina (1878,35 mg/L), entre eles principalmente a catequina (417,45 mg/L), o ácido gálico (335,41 mg/L) e a quercetina (74,17% mg/L) os quais possuem ação antioxidante e antimicrobiana. Conclui-se que o extrato de B. laurina apresenta atividade antifúngica promissora reforçando a viabilidade como alternativa sustentável para o controle de fitopatógenos, porém são necessários estudos in vivo para dar continuidade aos estudos.
Palavras-chave: extrato hidroalcoólico, fungos fitopatogênicos, viticultura