Inibição do crescimento micelial de Monilinia fructicola por extratos de própolis de abelhas sem ferrão

Aplicação de extrato de própolis como antifúngico natural

Inibição do crescimento micelial de Monilinia fructicola por extratos de própolis de abelhas sem ferrão

Autor(es): Mateus da Fonseca Filho
Orientador: Valdirene Camatti Sartori
Quantidade de visulizações: 9

  A podridão-parda, causada por Monilinia fructicola, é uma das principais doenças que afetam frutíferas de caroço, ocasionando perdas econômicas significativas durante a produção e o armazenamento dos frutos. O controle dessa doença é realizado predominantemente por fungicidas sintéticos, cujo uso contínuo pode favorecer o desenvolvimento de resistência por parte dos patógenos e gerar impactos ambientais negativos. Nesse contexto, produtos naturais com propriedades antimicrobianas surgem como alternativas promissoras para o manejo sustentável de doenças fitopatogênicas. O objetivo deste estudo foi avaliar o potencial antifúngico de extratos de própolis produzidos por diferentes espécies de abelhas sem ferrão frente ao fungo fitopatogênico Monilinia fructicola. As amostras de própolis de Melipona bicolor, Melipona quadrifasciata, Scaptotrigona bipunctata, Scaptotrigona depilis e Tetragonisca angustula foram submetidas à extração hidroalcoólica e, após o período de extração, o solvente foi removido com auxílio de um rotaevaporador. Posteriormente, as amostras foram caracterizadas quanto à composição química por Cromatografia Líquida de Alta Eficiência (CLAE). A atividade antifúngica foi avaliada in vitro pela incorporação dos extratos ao meio Batata-Dextrose-Ágar nas concentrações de 6%, 12% e 18% (v/v), seguida da inoculação de discos miceliais do patógeno e monitoramento do crescimento fúngico. Os extratos apresentaram compostos fenólicos e flavonoides reconhecidos por suas propriedades antimicrobianas, incluindo ácidos fenólicos e diferentes flavonoides. Todos os tratamentos demonstraram atividade antifúngica expressiva contra M. fructicola. Na menor concentração avaliada, foram observados elevados percentuais de inibição do crescimento micelial, sendo que alguns extratos promoveram inibição total do patógeno. O aumento da concentração resultou em intensificação da atividade antifúngica, culminando na completa inibição do crescimento micelial para todos os extratos na maior concentração testada. Os resultados evidenciam o potencial da própolis de abelhas sem ferrão como fonte de compostos bioativos com ação antifúngica, destacando sua aplicabilidade como alternativa sustentável para o manejo de doenças causadas por fitopatógenos de importância agrícola.

Palavras-chave: fitopatologia, biotecnologia, agroecologia