Potencial antifúngico in vitro e in vivo de extratos de própolis de abelhas sem ferrão contra Colletotrichum gloeosporioides em maçãs
Autor(es): Arthur Giordano Bianchi
Orientador: Valdirene Camatti Sartori
Quantidade de visulizações: 7
A antracnose, causada pelo fungo fitopatogênico Colletotrichum gloeosporioides, representa uma das principais doenças pós-colheita na cultura da maçã, gerando severas perdas econômicas e demandando o uso contínuo de fungicidas sintéticos convencionais. Diante da necessidade de alternativas sustentáveis e de menor impacto ambiental, as própolis produzidas por abelhas nativas sem ferrão (ANSF) surgem como fontes promissoras de compostos bioativos com propriedades antimicrobianas. O objetivo deste estudo foi investigar o potencial antifúngico de extratos hidroalcoólicos de própolis de em cinco espécies de ANSF no controle in vitro e in vivo de C. gloeosporioides em frutos de macieira. Para a obtenção dos bioinsumos, amostras de própolis de guaraipo (Melipona bicolor), mandaçaia (Melipona quadrifasciata), tubuna (Scaptotrigona bipunctata), canudo (Scaptotrigona depilis) e jataí (Tetragonisca angustula) foram maceradas em etanol 70% por trinta dias e concentradas em rotaevaporador. A caracterização química indicou alta presença de fenóis e flavonoides totais. Nos ensaios in vivo, maçãs receberam a aplicação preventiva dos extratos e foram inoculadas com o patógeno, monitorando- se o diâmetro das lesões nos frutos. Os resultados dos testes in vivo preventivos demonstraram uma redução significativa no desenvolvimento da doença em comparação ao tratamento controle, que apresentou lesões com média de 29,53 mm. Todos os bioinsumos exerceram efeito inibitório, destacando-se o extrato de mandaçaia, que exibiu a maior eficiência protetora ao limitar o diâmetro da lesão a 12,10 mm. Os tratamentos com tubuna e guaraipo também apresentaram excelente desempenho, contendo as lesões em 14,08 mm e 15,67 mm, respectivamente. Os extratos de jataí, com 16,79 mm, e canudo, com 20,74 mm, embora menos expressivos, diferiram estatisticamente do controle. Conclui-se que os extratos de própolis de ANSF atuam eficientemente como uma barreira química natural preventiva em frutos, reduzindo a severidade da antracnose. Esses achados parciais contribuem significativamente para o manejo ecológico de doenças agrícolas e fortalecem o desenvolvimento de tecnologias biológicas aplicadas à fruticultura.
Palavras-chave: Meliponíneos, Antracnose, Atividade Biológica