CONHECIMENTO E PRÁTICAS SOBRE ISTs ENTRE ESTUDANTES DAS CIÊNCIAS DA VIDA DA UNIVERSIDADE DE CAXIAS DO SUL
Autor(es): Maria Clara Costa , Leonardo Rapone da Motta; José Mauro Madi,
Orientador:
Quantidade de visulizações: 10
As Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) constituem um importante problema de saúde pública, especialmente entre jovens adultos, devido à elevada incidência e à associação com comportamentos de risco. O presente estudo teve como objetivo avaliar o nível de conhecimento, práticas e atitudes em relação às ISTs entre estudantes da Área das Ciências da Vida da Universidade de Caxias do Sul (UCS), identificando lacunas que possam subsidiar futuras ações de educação em saúde. Trata-se de um estudo observacional, descritivo, transversal e de abordagem quantitativa. O tamanho amostral foi estimado em 366 participantes, considerando 95% de confiança, 5% de margem de erro e 5% de perdas. Os dados foram coletados entre junho de 2022 e março de 2023, por meio de questionário estruturado baseado no instrumento PCAP do Ministério da Saúde, adaptado para a população universitária. As análises foram realizadas por estatística descritiva com ponderação conforme a representatividade de cada área do conhecimento, resultando em amostra ponderada equivalente a 489 participantes, composta majoritariamente por mulheres (75,1%), refletindo o perfil dos cursos da área, com média de idade de 23,88 anos. Os resultados evidenciaram discrepâncias entre conhecimento e comportamento preventivo. Embora 73,8% tenham utilizado preservativo na primeira relação sexual, apenas 41,6% relataram seu uso na última relação, e somente 15% afirmaram portá-lo no momento da pesquisa. Além disso, 73,2% declararam nunca utilizar preservativo com parceiros fixos. Sobre HIV/AIDS, 98,6% reconheceram que o preservativo reduz o risco de infecção, porém apenas 32,7% conheciam a PrEP e 47,4% sabiam que uma IST aumenta o risco de aquisição do HIV. Quase metade acreditava incorretamente que todas as ISTs possuem cura. Aproximadamente 70% relataram testagem para HIV, sífilis e hepatites e vacinação contra hepatite B. Conclui-se que os estudantes apresentam lacuna entre conhecimento teórico e comportamento preventivo efetivo, padrão consistente com o gap CAP em saúde sexual. O não uso de preservativo com parceiros fixos e o baixo conhecimento sobre PrEP indicam alvos prioritários para intervenção. As limitações incluem o delineamento transversal e o uso de autorrelato. Os resultados reforçam a necessidade de estratégias educativas contínuas e contextualizadas no ambiente universitário.
Palavras-chave: Infecções Sexualmente Transmissíveis, HIV, Educação em Saúde