O Curso de História - UCS e a política nacional no Jornal Pioneiro (1960-1989)

Autor(es): Erick da Silva Porto
Orientador: Eliana Gasparini Xerri
Quantidade de visulizações: 27

O Curso de História - UCS e a política nacional no Jornal Pioneiro (1960-1989)
Ao completar 60 anos, o Curso de História (CH), da Universidade de Caxias do Sul, suscita várias reflexões e possibilidades de pesquisa. Inserido no projeto HDCHis - Historiar e Dialogar: curso de História - UCS, Educação e Imprensa, o presente trabalho apresenta resultados associados ao pensar nas diferentes fases pelas quais o curso passou nesse mais de meio século de vida. A pesquisa que nos propomos apresentar corresponde aos primeiros passos dados pelo CH na cidade de Caxias do Sul, tendo como fonte o Jornal Pioneiro, que além de possibilitar a recepção do curso na comunidade, faculta refletir e relacionar com os acontecimentos em nível nacional durante o período. Abordamos o período que vai de 1960, ano de criação da Faculdade de Filosofia, a qual fazia parte também o Curso de História, até o marco temporal final do ano de 1989, ano da primeira eleição direta pós ditadura civil-militar. Optamos por nos limitar ao período citado por entender que, a partir de 1989, temos uma mudança de conjuntura que desperta perguntas diferentes das do período anterior. Considera-se que as instituições costumam estar inseridas em imbricada rede de relações, seja por meio de indivíduos ou de outras instituições, que ao serem analisadas e entendidas permitem compreensão mais ampla do período e do tema em questão. Além da revisão bibliográfica que conta com estudos sobre instituições de ensino superior, como os de Sá Motta (2014), Kantorski (2011) e Mansan (2009), e que aprofundam as pesquisas ao entorno das condições impostas às Universidades - maior parte das pesquisas referente às instituições federais; utilizamos a Análise de Conteúdo (BARDIN, 2011) como metodologia para analisar as reportagens encontradas nos impressos referentes ao CH. Dentre as conclusões provisórias, confirmamos a hipótese de que as narrativas do Curso de História - sejam seus posicionamentos explícitos, eventos organizados pelos professores e palestras que são ministradas - desde a sua criação, estão conectadas com os acontecimentos nacionais, assim como pelos “ares” de discussão e de hegemonia ideológica em voga no período; notamos diferenças claras entre o período que convencionamos chamar de anos de chumbo (1968 -1974) e o da redemocratização.

Palavras-chave: Imprensa, Curso de História, Política