Narrativas midiáticas relativas à Parada LGBT de 2019, no Brasil e na Espanha. Reflexões sobre ecossistemas turístico-comunicacionais-subjetivos

Autor(es): Karen Dannenhauer
Orientador: Maria Luiza Cardinale Baptista
Quantidade de visulizações: 68

NARRATIVAS MIDIÁTICAS RELATIVAS À PARADA LGBT DE 2019, NO BRASIL E NA ESPANHA
Esta pesquisa tem por objetivo comparar e refletir, sob a perspectiva da Responsabilidade Ecossistêmica e do Turismo, as narrativas midiáticas que integraram as maiores paradas LGBT, que aconteceram no Brasil e na Espanha, em 2019. Para tanto, adotou-se a estratégica metodológica, de abordagem transdisciplinar, a Cartografia de Saberes, característica do Amorcomtur! Grupo de Estudos em Comunicação, Turismo, Amorosidade e Autopoiese (CNPq/UCS), que, de acordo com Baptista (2014), guia-se por manifestações que brotam no campo da pesquisa. A pesquisa é de cunho exploratório adotando a metodologia qualitativa, com base em pesquisas bibliográficas, matérias do jornalismo praticado na internet, das publicações em websites e na plataforma do Facebook das organizações responsáveis pela organização das Paradas LGBT. Para a elaboração do referencial teórico, buscamos trabalhar com autores que abordam a Esquizoanálise, como Guattari (1985 e 2001), Deleuze (1992), Guattari e Rolnik (2000), Deleuze e Guattari (2010) e Baptista (2019); a história do movimento LGBT no Brasil, como Fry e MacRae (1985), Facchini (2003) e MacRae (2018); a história do movimento LGBT na Espanha, como Colling (2015), Huard (2016) e Espinosa (2020) e a Cartografia de Saberes de Baptista (2014). A pesquisa buscou aproximar os conceitos da filosofia de Deleuze e Guattari, nas análises das narrativas midiáticas, tendo, como resultados iniciais, encontrado algumas similaridades, como a presença do viés mercadológico, tanto para divulgação das paradas LGBT, pelos responsáveis das organizações, quanto para as matérias publicadas na internet. Em geral, salvo algumas exceções, percebe-se claramente a axiomática, conferida aos LGBT pela máquina capitalista, a fim de evitar que os fluxos de desejo descodificados venham escapar da axiomática social. Algumas matérias pontuaram uma participação de caráter mais contestatório do movimento LGBT, nas paradas LGBT e comentaram a respeito do assunto, ainda que timidamente e dependendo muito dos veículos de imprensa em que a matéria foi vinculada. Há sinais claros da ameaça que os LGBT vêm sofrendo, nos últimos anos, com o crescimento da extrema-direita no mundo, o que reforça a axiomática capitalística, a que se referem Guattari e Deleuze. Tratam-se de agenciamentos, que transversalizam os ecossistemas turístico-comunicacionais subjetivos, no que diz respeito à Parada LGBT de 2019, no Brasil e na Espanha.

Palavras-chave: Narrativas midiáticas, Parada LGBT, Responsabilidade Ecossistêmica