DESEJO E PRAZER: TRAÇOS OBLÍQUOS EM DISCURSO

Autor(es): Abner Nodari , Maicon Gularte Moreira,
Orientador: Luciene Jung de Campos
Quantidade de visulizações: 32

DESEJO E PRAZER: TRAÇOS OBLÍQUOS EM DISCURSO
Em função das características que o constituem como Ciência Social Aplicada multidisciplinar, o Turismo relaciona-se com distintas áreas do conhecimento das quais apropria-se de teorias e conceitos, consolidados ou não, para interpretar as dinâmicas que se estabelecem em seu processo de produção e reprodução. Esta proposta de pesquisa para iniciação científica integra o Projeto de Pesquisa “O sujeito e seus deslocamentos: conceitos em dispersão no discurso” (ADES), do Grupo de Pesquisa “ADesloucar-se! Coletivo de trabalho em Análise do Discurso, Turismo e...” (UCS/CNPq) e tem como horizonte verificar, interpretar e problematizar as apropriações teórico-conceituais da Psicologia realizadas pelo Turismo. Visa, com isso, contribuir para melhores discussões e relações, tanto teóricas quanto práticas, entre as áreas. Inicialmente propomos a verificação, por meio de revisão de literatura, dos conceitos de desejo prazer no Turismo, utilizando bases de dados nacionais especializadas na área.  Após, será realizada a interpretação e a análise dos trabalhos levantados por meio de filiação teórico-metodológica à Psicanálise freudo-lacaniana, diretrizadas tanto por Freud quanto por Lacan. A Psicanálise compreende a interpelação do sujeito por meio do inconsciente, dando estatuto máximo à palavra como ferramenta de alcance, mudança e abertura da condição humana. O fio básico é discutir os caminhos de orfandade que outras epistemologias dão aos conceitos de prazer e desejo, ao tentarem encontrar um sujeito uno e racional no espaço em que ele mais escorrega: sua satisfação. Algo de inabarcável encontra-se aí. O trabalho, portanto, discorre sobre a tendência crescente do uso de conceitos enquanto meros sinônimos. Ele surge, dessa forma, como defesa ao uso das palavras e de seus aportes teóricos na ciência; é um resgate da posição oblíqua do sujeito pós-freudiano, que constantemente escapa. 

Palavras-chave: Turismo, Psicanálise, Epistemologia