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EFEITOS DA FARINHA DE BRÁCTEAS DE ARAUCARIA ANGUSTIFOLIA SOBRE MARCADORES METABÓLICOS EM RATOS EXPOSTOS À DIETA DE CAFETERIA

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EFEITOS DA FARINHA DE BRÁCTEAS DE ARAUCARIA ANGUSTIFOLIA SOBRE MARCADORES METABÓLICOS EM RATOS EXPOSTOS À DIETA DE CAFETERIA

Autor(es): Manuela Grillo , Aline Fagundes Cerbaro, Luiza Verdi Stuani, Camila Cantele, Matheus Parmegiani Jahn, Valeria Weiss Angeli,
Orientador: Cátia dos Santos Branco
Quantidade de visulizações: 93

A espécie Araucaria angustifolia (Bert. O. Kuntze), popularmente denominada “pinheiro-brasileiro”, pertence à família Araucariaceae e é amplamente descrita na literatura por seu potencial medicinal. Estudos anteriores demonstraram a presença de compostos fenólicos nas brácteas e, mais recentemente, uma composição centesimal rica em fibras. Assim, este resíduo apresenta forte potencial de uso em formulações prebióticas e na indústria alimentícia, já que dietas ricas em fibras e compostos fenólicos têm demonstrado eficácia na prevenção, combate e tratamento de doenças crônicas, bem como da obesidade e sobrepeso. Diante do exposto, o presente estudo teve como objetivo avaliar o consumo alimentar, a variação de peso e o perfil bioquímico (glicemia, triglicerídeos, colesterol, enzimas AST e ALT, ureia e creatinina) de ratos alimentados com ração padrão e ração dieta de cafeteria, suplementadas ou não com farinha de brácteas de A. angustifolia (AA). Para a produção das rações, as brácteas foram higienizadas e secas em estufa a 40 °C até atingirem peso constante (96 h). Após a moagem em moinho do tipo Willye TE-650, a farinha obtida foi armazenada sob abrigo de luz e umidade. Posteriormente, o material foi incorporado às rações (controle e cafeteria – PragSoluções Biociências, Jaú, SP, Brasil) nas concentrações de 10% e 20%. A espécie escolhida para a realização do experimento foi Rattus norvegicus (rato), dividida em 6 grupos (controle, dieta de cafeteria, ração padrão suplementada com 10% de farinha de A. angustifolia (FBAA), ração padrão suplementada com 20% de AA, dieta de cafeteria suplementada com 10% de AA e dieta de cafeteria suplementada com 20% de AA), e tratada por 28 dias. Durante o tratamento dos animais foi avaliado o consumo de água e ração e a variação de peso dos animais pelo menos 2x/semana. Os resultados demonstraram que os animais que ingeriram a ração de cafeteria apresentaram menor consumo alimentar, com consumo médio de 74,92 g no grupo controle, em comparação com 69,17 g no grupo cafeteria e 71,92 g e 73 g nos grupos cafeteria suplementados com AA. Da mesma forma, observou-se ganho de peso dos animais tratados com a dieta de cafeteria, suplementada ou não. As análises séricas de enzimas hepáticas demonstraram que as farinhas não induziram toxicidade nem efeitos adversos significativos. Observou-se, ainda, uma redução na concentração de ureia no grupo controle enriquecido com FBAA a 10% e 20%. No perfil lipídico, constatou-se uma redução de cerca de 40% nos níveis de LDL-colesterol no grupo tratado com dieta de cafeteria acrescida de FBAA na maior concentração. Nos demais parâmetros não foram encontradas alterações significativas. Os resultados deste estudo ampliam o conhecimento sobre os efeitos biológicos da farinha de brácteas de Araucária e indicam seu potencial como ingrediente funcional. Além disso, seu aproveitamento favorece a valorização dos resíduos agroflorestais, promovendo a sustentabilidade.

Palavras-chave: antioxidantes, fenólicos, perfil bioquímico