Avaliação das sondas de microdiálise para quantificação de cefepima e metronidazol em modelo de peritonite induzida em ratos Wistar

Autor(es): Eduarda Possa , Gisele da Silva da Fonseca, Larissa Bergoza, Michele Vaz dos Anjos,
Orientador: Leandro Tasso
Quantidade de visulizações: 38

Avaliação de sondas de microdiálise para cefepima e metronidazol em ratos Wistar
Peritonite é a resposta inflamatória da serosa peritoneal a uma agressão, podendo causar sepse e levar a óbito. Nestes casos, o uso de cefepima e metronidazol em conjunto é indicado pelo The Surgical Infection Society Guideline on the Management of Intra-Abdominal Infection para conter a infecção, mas precisam atingir concentrações suficientes no peritônio. Para investigar esta exposição tecidual aos antimicrobianos pode-se empregar a técnica de microdiálise.Realizou-se a calibração de sondas de microdiálise para os fármacos cefepima e metronidazol, in vitro e in vivo. Para a cefepima, a calibração in vitro ocorreu por dois métodos: diálise (D) e retrodiálise (RD), em concentrações de 25,0 e 50,0 ug/mL e fluxos de 1,0 e 2,0 uL/min, com o objetivo de determinar a influência destes parâmetros na recuperação das sondas. Na calibração in vivo os animais foram divididos em sadios e infectados, com as sondas implantadas no peritônio e coletas por RD em fluxo de 1,0 uL/min e concentração de 50,0 ug/mL. As amostras foram quantificadas por HPLC/MS. Para o metronidazol empregaram-se concentrações de 2,5, 5,0 e 10,0 ug/mL, em fluxo de 2,0 uL/min in vitro, enquanto in vivo a concentração foi de 5,0 ug/mL e as sondas implantadas na veia femoral e no peritônio. A quantificação das amostras ocorreu por HPLC/UV. Empregou-se o teste t de Student com alfa = 0,05 para comparação dos resultados. Na concentração de 25,0 ug/mL de cefepima a recuperação foi de 40,39 ± 4,97% e 41,53 ± 4,71% em fluxo de 1,0 uL/min, D e RD, respectivamente. Em fluxo 2,0 uL/min, as taxas foram de 33,27 ± 5,11% para D e 33,30 ± 4,05% para RD. Com 50,0 ug/mL, as taxas encontradas foram de 41,33 ± 3,23% para D, fluxo 1,0 uL/min enquanto para a RD foram 41,53 ± 4,71%. Em fluxo de 2,0 uL/min a recuperação foi de 28,66 ± 6,89% e 33,3 ± 4,05% para D e RD, respectivamente. In vivo, a recuperação foi de 38,78 ± 3,31% para sadio e 38,83 ± 2,74% para infectado. Para o metronidazol, o teste in vivo resultou em recuperação de 19,5 ± 3,2% e 17,56 ± 2,67% para peritônio e veia femoral, respectivamente. Já in vitro, a recuperação foi de 56,21 ± 1,28%; 60,64 ± 4,79% e 57,66 ± 4,6% para as concentrações de 2,5, 5,0 e 10,0 ug/mL respectivamente. A recuperação variou frente a mudança de fluxo. Para a cefepima, o fluxo de 1,0 uL/min apresentou melhores resultados, e foi selecionado para os experimentos, enquanto o fluxo de 2,0 uL/min foi selecionado para o metronidazol.

Palavras-chave: Cefepima, Metronidazol, Microdiálise