SAMAMBAIAS E LICOPÓDIOS DO PARQUE URBANO PARQUE DOS PINHEIROS, FARROUPILHA: POTENCIALIDADES DE CONSERVAÇÃO E EDUCAÇÃO AMBIENTAL

Autor(es): Bárbara Pivotto Roncen
Orientador: Felipe Gonzatti
Quantidade de visulizações: 170

Samambaias e licopódios do parque urbano Parque dos Pinheiros, Farroupilha.
O Parque dos Pinheiros é uma área verde de ca. de 20 ha inseria no centro urbano do município de Farroupilha – RS. A área apresenta espaços para atividades de recreação e lazer, mas também conta com uma floresta com distintos estágios sucessionais que ocupa 80% da área total do parque, além de alguns recursos hídricos como nascentes, regatos intermitentes e um lago artificial. A vegetação ocorrente no parque é característica da fitofisionomia Floresta Ombrófila Mista. Esse estudo tem como objetivo a realização de um inventário da flora de samambaias e licopódios no Parque dos Pinheiros como subsídio para divulgação e conservação da flora regional. A amostragem da área vem sendo desenvolvida através do método do caminhamento expedito, fazendo-se uma varredura de todos os ambientes presentes no parque. As amostras foram coletadas e herborizadas conforme as técnicas usuais, com posterior tombo no Herbário da Universidade de Caxias do Sul (HUCS). Identificou-se as espécies através de literatura especializada, e posteriormente classificou-se quanto ao hábito, a natureza das espécies, e ao nível de endemismo de cada táxon. O status de conservação de cada espécie foi inferido através da consulta da Lista da Flora Ameaçada de Extinção do Rio Grande do Sul. Até o momento foram amostrados 39 espécimes, pertencentes a 12 famílias, 26 gêneros e 36 espécies. A família que apresentou maior riqueza de espécies foi a Thelypteridaceae (8), seguida das Polypodiaceae (7), Dryopteridaceae (5) e Blechnaceae (4). As famílias Anemiaceae, Athyriaceae, Cyatheaceae, Dicksoniaceae e Hymenophyllaceae apresentaram apenas uma espécie. Em relação ao hábito, 27 espécies (75%) apresentaram hábito terrestre, sete (22%) epífitas e uma (3%) hemiepífita. Quanto à natureza das espécies, 34 (95%) são nativas da flora brasileira e duas (5%) são naturalizadas. Cinco espécies amostradas são endêmicas do Brasil e uma espécie (Dicksonia sellowiana Hook.) é considerada como ameaçada de extinção no Rio Grande do Sul. A lista da florística encontrada até o momento, apresenta espécies características da Floresta Ombrófila Mista e indicam uma elevada riqueza para a área. A presença de espécies endêmicas do Brasil e ameaçadas de extinção reforçam a importância da área na manutenção da flora local. Este inventário pode servir de apoio para projetos de educação ambiental ou divulgação científica da biodiversidade local, já que constitui área de acesso público pela comunidade local.

Palavras-chave: Conservação, Levantamento florístico, Pteridófitas