AVALIAÇÃO DA QUEBRA DE DORMÊNCIA EM UVAS DA VARIEDADE BENITAKA

Autor(es): Cristine Thaís Arnhold , Sergio Echeverrigaray,
Orientador: Ana Paula Longaray Delamare
Quantidade de visulizações: 82

Quebra de dormência em uvas.
A dormência é o fenômeno em que as sementes de determinada espécie, mesmo sendo viáveis e possuindo todas as condições ambientais para iniciar o processo germinativo, não germinam. Este estado de inibição temporária se constitui uma adaptação importante para a sobrevivência da espécie e implica em alterações estruturais e fisiológicas. A dormência endógena ou embrionária pode ser dividida em fisiológica, morfológica e morfofisiológica. Em geral, os mecanismos responsáveis por essa modalidade de dormência estão relacionados à impermeabilidade, ao efeito mecânico, e/ou à presença de substâncias inibidoras. No caso de uvas, a dormência de sementes é um fator importante, especialmente em programas de melhoramento, já que limita a eficiência temporal e numérica do processo. Neste contexto, este estudo teve por objetivo analisar a quebra de dormência de uvas, empregando a variedade Benitaka como modelo.  Inicialmente, sementes de uvas foram separadas, lavadas e secas em temperatura ambiente. As sementes foram submetidas aos seguintes tratamentos: controle, ácido sulfúrico 1N (30 min), ácido giberélico 1mg/L (24h), corte da micrópila, ácido sulfúrico 1N (30 min) seguido de  ácido giberélico 1mg/L (24h), corte da micrópila seguido de ácido giberélico 1mg/L (24h). Após tratamento as sementes (50 por tratamento) foram colocadas em caixas tipo Gerbox com areia e substrato e mantidas a 24°C com irrigação diária. A taxa de germinação foi avaliada aos 15, 21 e 28 dias. Os resultados mostraram importante efeito do ácido giberélico na quebra de dormência de semente. Já o corte da micrópila e o tratamento com ácido sulfúrico não aumentaram a taxa de germinação em relação ao controle. O tratamento com ácido sulfúrico seguido de ácido giberélico mostrou maior velocidade e taxa de germinação, indicando efeito complementar, o qual pode estar associado à escarificação química e aumento da absorção do fitoregulador. Neste tratamento, foi obtido 100% de germinação, contra <10% no controle. Experimento envolvendo distintos tratamentos com ácido sulfúrico/ácido giberélico mostraram efeito dose dependente do ácido giberélico na germinação de sementes de uva. De um modo geral estes resultados mostram que tratamento com ácido giberélico, especialmente após escarificação química com ácido sulfúrico, podem ser uma alternativa para aumentar a taxa de germinação de sementes de uva, sem a necessidade de longos períodos de vernalização

Palavras-chave: germinação, videira, ácido giberélico