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AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ANTIMICROBIANA DE LEVEDURAS DO GÊNERO Starmerella

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AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ANTIMICROBIANA DE LEVEDURAS DO GÊNERO Starmerella

Autor(es): Danieli Medeiros , Fernanda Knaach Sandri, Isadora Haab Dornelles, Fernando Joel Scariot, Fernanda Regina Albé,
Orientador: Ana Paula Longaray Delamare
Quantidade de visulizações: 150

O gênero Starmerella destaca-se pelo potencial biotecnológico associado à produção de compostos de interesse, entre eles os biossurfactantes. Essas moléculas anfifílicas apresentam porções hidrofílicas e hidrofóbicas capazes de reduzir a tensão superficial e interfacial, além de apresentarem atividade antimicrobiana. Em contraste com os surfactantes convencionais, derivados do petróleo e frequentemente associados a impactos ambientais, os biossurfactantes representam uma alternativa mais sustentável. Este trabalho teve como objetivo avaliar o potencial antimicrobiano de leveduras do gênero Starmerella, previamente isoladas de méis de abelhas sem ferrão, frente a fungos e bactérias. Para a avaliação antifúngica, foi realizado um ensaio de inibição micelial em cultura pareada utilizando as leveduras M9.1 (S. apicola) e M16.2 (S. bombicola), cultivadas em meio YEPD por 48 e 168 h, contra os fungos Botrytis cinerea, Fusarium sp. e Colletotrichum lupini. O potencial antibacteriano foi avaliado por difusão em ágar utilizando cultivos das leveduras em meio YEPD suplementado com 1% de óleo de girassol ou em meio BS, frente a Escherichia coli e Staphylococcus aureus. Na avaliação antifúngica, o isolado M9.1 cultivado por 168 h apresentou a maior inibição sobre B. cinerea (46,28%). Para Fusarium sp., a maior inibição foi observada para M16.2 após 168 h (21,55%), enquanto para C. lupini a maior inibição foi obtida com M16.2 após 48 h (27,06%). Quanto ao potencial antibacteriano, a levedura M9.1 cultivada em meio BS apresentou os maiores halos de inibição para S. aureus (11,70 ± 0,31 mm) e E. coli (15,39 ± 0,54 mm). Em meio YEPD suplementado com óleo de girassol, a maior inibição de S. aureus foi observada para M16.2, com halo de 10,84 ± 0,06 mm. Para E. coli, não foram observadas diferenças significativas entre as leveduras. Os resultados demonstram que as leveduras M9.1 e M16.2 apresentam potencial antifúngico e antibacteriano promissor, indicando a produção de compostos com atividade antimicrobiana. Estudos adicionais são necessários para identificar os metabólitos envolvidos e elucidar os mecanismos responsáveis pela atividade observada.

Palavras-chave: Inibição, Biossurfactantes, Controle