OBTENÇÃO DE PECTINASES DE Aspergillus niger LB-02-SF EM DIFERENTES CONDIÇÕES DE AGITAÇÃO DO BIORREATOR DE TAMBOR ROTATIVO

Autor(es): Kimberly Costa Ramos , Larissa Ferrari Erlo, Caroline Reginatto, Sabrina Carra,
Orientador: Eloane Malvessi
Quantidade de visulizações: 49

Efeito da agitação na produção de pectinases em biorreator de tambor rotativo
As enzimas pectinolíticas são responsáveis pela hidrólise de substâncias pécticas, as quais estão presentes na parede celular de frutas e vegetais. A produção de pectinases em cultivos de fungos filamentosos em estado sólido pode ser conduzida em sistemas que promovem a agitação do meio, como os biorreatores de tambor rotativo (BTR). A agitação é importante por favorecer a mistura do meio e os fenômenos de transferência de calor e massa. Entretanto, a agitação pode resultar em danos ao micélio e, assim, influenciar a produção de metabólitos. Nesse sentido, o objetivo desse trabalho foi avaliar a produção de pectinases por Aspergillus niger LB-02-SF em biorreator de tambor rotativo usando diferentes condições de agitação. Os cultivos foram realizados em um BTR (6L), contendo 1,8Kg de meio sólido composto por farelo de trigo, pectina, glicose e sais, inoculado com 7x105esporos/g. Os cultivos foram conduzidos a 30ºC, com fluxo específico de ar de 0,54L/Kg/min, por 96h. A partir da condição de agitação relatada em trabalhos anteriores do grupo (1rpm por 5min, a cada 2h), cultivo C, foi conduzido o cultivo C1 com agitação a cada 6h de processo (1rpm por 5min). Ainda, no cultivo C2, foi avaliada a agitação (1rpm por 5min, a cada 2h), porém, apenas nas primeiras 24h de ensaio. A concentração celular foi determinada indiretamente por parâmetros respiratórios; a atividade de pectinases totais foi avaliada em função da redução da viscosidade de uma solução padrão de pectina; a produtividade enzimática foi calculada relacionando a máxima atividade de pectinases totais (Pmax) em função do tempo em que foi atingida. Na condição C, foi observado valor de concentração celular máxima (Xmax) de 224mg/g em 66h de ensaio. Os valores de Xmax foram obtidos em 48h nos ensaios C1 e C2, porém em valores inferiores, de 178 e 174mg/g, respectivamente. No cultivo C, Pmax de 66U/g foi atingido em 96h, resultando em produtividade de 0,68U/g/h. Em C1, apesar de menor Pmax (56U/g), o pico foi atingido em 72h, com  produtividade de 0,77U/g/h. Na condição de agitação C2 foi obtido o maior valor de Pmax, 95U/g, em 72h de cultivo. Como observado, aumento superior a 90% em termos de produtividade foi atingida no ensaio C2 em comparação ao controle. Os resultados indicam que, nas condições avaliadas, a variação da agitação do meio durante o cultivo exerce forte influência sobre o crescimento e a produção de pectinases por A. niger.  

Palavras-chave: Pectinases fúngicas, biorreator de tambor rotativo, condições de agitação.